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quinta-feira, junho 25, 2026

Mercado interno de soja opera de forma comedida com forças opostas no câmbio e no exterior Agrimidia

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O comércio de soja nas praças brasileiras apresentou um ritmo moderado, concentrando a atividade na comercialização de lotes de menor expressão. De acordo com as análises do setor, os prêmios mantiveram um comportamento firme no decorrer do dia, compensando a falta de fôlego dos outros fatores que influenciam a formação dos preços domésticos.

A instabilidade externa foi neutralizada pelas condições internas, uma vez que a retração nos contratos futuros em Chicago ocorreu paralelamente a um discreto avanço cambial. Dessa forma, a maior parte dos polos produtores registrou cotações lineares, registrando-se valorizações pontuais onde os valores praticados superaram a linha de paridade econômica. Esse cenário permitiu que as indicações locais seguissem atrativas, embora o volume financeiro geral dos negócios não tenha deslanchado. Do lado da oferta, os agricultores optam por controlar o fluxo de mercadoria disponibilizada, liberando os estoques de forma cadenciada.

Panorama das praças de comercialização

  • Passo Fundo (RS): R$ 128

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  • Santa Rosa (RS): R$ 129

  • Cascavel (PR): R$ 124

  • Rondonópolis (MT): R$ 114

  • Dourados (MS): R$ 116,50

  • Rio Verde (GO): R$ 117

  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 135

  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 135

Movimentação futura em Chicago e fundamentos de baixa

Os contratos da oleaginosa negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago encerraram as operações diárias em campo negativo, pressionados pela atuação de fundos de investimento que operaram na ponta vendedora. O comportamento reflete um ambiente de fundamentos baixistas no hemisfério norte, onde as condições climáticas favoráveis seguem impulsionando o potencial produtivo das lavouras dos Estados Unidos para o ciclo atual.

A retração de outras commodities importantes no exterior também contribuiu para a postura defensiva dos operadores. O petróleo registrou recuo expressivo diante das perspectivas de normalização no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a valorização do dólar em termos globais afetou a atratividade das exportações norte-americanas, gerando perdas de 0,73% no contrato de soja com vencimento em julho, cotado a US$ 11,08 3/4 por bushel, e de 0,64% no vencimento de agosto, que fechou a US$ 11,16 3/4 por bushel. Entre os derivados, o óleo de julho recuou 1,60%, enquanto o farelo de mesmo vencimento destoou e avançou 0,23%.

Os investidores passam agora a ajustar suas posições à espera de dados estatísticos de grande relevância que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgará nos próximos dias, incluindo o mapeamento de área plantada e o balanço de estoques trimestrais.

Comportamento do mercado de câmbio

No fechamento do mercado financeiro, o dólar comercial registrou uma valorização de 0,28%, encerrando o dia cotado a R$ 5,2002 para a venda. O comportamento da moeda dos Estados Unidos ao longo da sessão foi marcado por oscilações entre o piso de R$ 5,1872 e o teto de R$ 5,2212.

Fonte: Safras News



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