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sábado, julho 18, 2026

Custo do suíno recua em SC, mas alta dos grãos em julho esmaga margem do produtor paulista Agrimidia

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O mercado de suinocultura do Centro-Sul do Brasil vive um momento de forte transição entre o fechamento de custos do primeiro semestre e a realidade comercial de julho. Enquanto o principal estado produtor do país registrou um alívio nas planilhas de desembolso em junho, o mercado físico do início deste mês acendeu o sinal de alerta, mostrando que a alta dos grãos voltou a estrangular as margens das granjas.

Julho: Poder de compra em SP cai para os piores níveis em anos

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a parcial de julho (até o dia 14) trouxe uma piora na relação de troca para o suinocultor paulista. Embora o preço do suíno vivo tenha registrado um pequeno aumento no estado, o milho e o farelo de soja subiram de forma mais intensa, engolindo os ganhos do produtor.

Com a venda de um quilo de suíno vivo, o produtor de São Paulo consegue adquirir atualmente:

Leia também no Agrimídia:

  • 4,92 quilos de milho: uma queda de 0,6% frente a junho e o menor patamar desde janeiro de 2023.

  • 3,13 quilos de farelo de soja: recuo de 0,4% frente ao mês anterior, acumulando a quarta baixa consecutiva e a pior relação desde janeiro de 2024.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a forte oferta de animais nas granjas impede valorizações mais expressivas do suíno vivo. Para a segunda quinzena de julho, a expectativa é de maior pressão sobre as margens, já que o menor poder de compra da população deve desaquecer a demanda pela carne na ponta final.

Junho: CIAS registrou leve alívio nos custos em Santa Catarina

O aperto observado em julho contrasta com o encerramento do mês anterior. Em junho, os custos de produção do suíno vivo recuaram 0,36% em Santa Catarina — estado que serve como referência nacional —, segundo dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa.

O custo por quilo vivo no estado passou de R$ 6,23 em maio para R$ 6,21 em junho, com o ICPSuíno se posicionando em 355,05 pontos.

  • Acumulado do ano: No primeiro semestre de 2026, o índice de custos acumulou uma queda de 4,22%. Em 12 meses, o recuo é de 0,74%.

  • Peso da ração: O principal alívio veio justamente da alimentação, que representou 72,60% dos custos totais em junho e registrou queda mensal de 0,14% (acumulando recuo de 2,97% no ano).

O cenário para o produtor

O cruzamento dos dados da CIAS e do Cepea mostra que, embora a eficiência da porteira para dentro tenha melhorado no fechamento do semestre graças ao recuo histórico na ração, o mercado físico de grãos em julho voltou a pressionar a atividade. O suinocultor inicia a segunda metade do ano precisando equalizar a alta oferta de animais com o encarecimento do milho e do farelo de soja no spot.

Da Redação



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