O leitão Boreal, primeiro porco clonado do Brasil e da América Latina, foi eutanasiado no final de julho de 2026, aos quatro meses de vida. O animal nasceu em março de 2026, em Piracicaba (SP), como parte das pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Circunstâncias do Procedimento e Destino do Animal
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Antecipação por verbas: O procedimento de eutanásia já constava no protocolo original do estudo, mas foi trazido para o fim de julho — cerca de dois meses antes do previsto — em função da falta de recursos financeiros para a manutenção do projeto.
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Avaliação de saúde: Segundo a equipe de pesquisadores responsáveis, Boreal permaneceu saudável durante todo o período e cumpriu integralmente as metas estipuladas para a primeira fase do estudo biotecnológico.
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Preservação e acervo histórico: O corpo do suíno passará por um processo de taxidermia (empalhamento) e será integrado ao acervo do Museu de Zoologia da USP, na capital paulista, permanecendo em exposição como marco da ciência nacional.
Avanços em Xenotransplante
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Objetivo científico: O projeto busca dominar a técnica de clonagem e modificação genética em suínos para tornar seus órgãos compatíveis com a anatomia e o sistema imunológico humano.
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Impacto na saúde pública: A meta de longo prazo da pesquisa é viabilizar o transplante de órgãos de origem animal em pacientes humanos, contribuindo para diminuir as filas de espera por doações no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: USP
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