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quarta-feira, julho 29, 2026

A Ferrari elétrica apanhou nas redes sociais e dos investidores, mas bate meta do ano em dois meses

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O Luce, primeiro carro 100% elétrico da Ferrari, enfrentou críticas severas após seu lançamento em maio, resultando em uma queda nas ações da montadora. No entanto, o modelo superou as expectativas ao atingir a meta de vendas de 500 unidades em apenas dois meses, impulsionado pela demanda na China e entre empreendedores de tecnologia nos EUA.

A Ferrari não divulgou oficialmente a meta de vendas para 2026, mas planeja vender cerca de 2,5 mil unidades até 2030.

O design do Luce, criado por Jonathan Ive, foi alvo de comparações desfavoráveis com modelos mais baratos, e o ex-presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, expressou seu descontentamento, alertando sobre o risco de “destruir um mito”.

Apesar das polêmicas, a Ferrari defende o Luce como uma estratégia para atrair uma nova geração de consumidores de alta renda. As ações da empresa apresentaram leve queda, mas acumulam valorização de 6,5% no ano.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

No fim de maio, o lançamento do Luce, o primeiro carro 100% elétrico da Ferrari, fez tanto barulho quanto o icônico ronco do motor da montadora italiana. Mas sob um viés bastante negativo, traduziu numa avalanche de críticas e na derrapada da companhia no mercado de capitais.

Entretanto, ao que tudo indica, o modelo cumpriu um percurso na contramão dessas polêmicas, ao alcançar sua meta de vendas para todo o ano em apenas dois meses, impulsionado, em grande parte, pela forte demanda da China.

Quando lançou o veículo, a Ferrari não divulgou a meta para o modelo em 2026. Mas, segundo o jornal britânico Financial Times, que cita duas pessoas a par desses indicadores, o plano era vender pouco menos de 500 unidades no período, MARCA que teria sido atingida no início deste mês.

Com preço inicial de € 550 mil, o Luce foi projetado por Jonathan Ive, o icônico designer que ganhou fama pelo trabalho desenvolvido em sua passagem na Apple, quando a empresa da maçã era comandada por Steve Jobs e construiu sua “aura” junto aos consumidores de todo o mundo.

Curiosamente, além do CEO Benedetto Vigna, o design do veículo foi justamente um dos principais alvos da bateria de críticas de analistas e fãs na época do lançamento. Nas redes sociais, o estilo pouco convencional do carro foi comparado a modelos muito mais baratos disponíveis no mercado.

Essa reação nada favorável foi turbinada ainda por Luca Cordero di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, que, na oportunidade, afirmou que se dissesse o que pensava, prejudicaria a montadora. O que não impediu que ele deixasse claro seu descontentamento com o Luce.

Entre outras questões, Montezemolo ressaltou que lamentava profundamente e que o lançamento do modelo trazia o risco de “destruir um mito”. E, nessa trilha, disse esperar que a montadora retirasse, ao menos, o cavalo que é o símbolo da MARCA desse modelo.

Esse pacote de controvérsias foi seguido pela queda de mais de 8% das ações da empresa no primeiro pregão da bolsa de valores de Milão após o lançamento. E, mais recentemente, pela saída repentina de Enrico Galliera, diretor de marketing que estava há 16 anos no cargo.

Em meio a essas polêmicas, a Ferrari, que divulga seu balanço do segundo trimestre na quinta-feira, 30 de julho, defendeu o Luce como um movimento para alcançar uma nova geração de consumidores de alta renda – especialmente em mercados já mais aderentes aos carros elétricos, como a China.

Segundo o Financial Times, a montadora estabeleceu uma meta de vender cerca de 2,5 mil unidades do Luce até 2030 ou 600 unidades do modelo por ano. Isso representa aproximadamente 5% do total das vendas anuais da empresa e um volume considerado factível por analistas.

Nessa primeira etapa, além da forte demanda na China, o modelo teria encontrado uma adesão expressiva junto a empreendedores de tecnologia nos Estados Unidos, um segundo perfil que integra a estratégia da MARCA para o Luce.

“O marketing e o conhecimento do cliente da Ferrari estão em outro nível em comparação com muitos de seus concorrentes”, afirmou Scott Sherwood, analista independente de marcas de carros de luxo, ao jornal britânico, destacando a abordagem segmentada da montadora.

Quem reforçou essa visão foi James Grzinic, analista da Jefferies, que, em nota para clientes, observou que a Ferrari tem potencial para alavancar a criação de novos milionários e bilionários a partir da valorização das empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial (IA).

Enquanto a Ferrari tenta engatar essa marcha, as ações da companhia registravam ligeira queda de 0,54% na Bolsa de Milão por volta das 17h (horário local) dessa quarta-feira. No ano, os papéis acumulam uma valorização de 6,5%, dando à empresa um valor de mercado de € 59,6 bilhões.



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