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terça-feira, junho 9, 2026

Safra reduz preço-alvo da Pague Menos (PGMN3), mas ainda vê forte espaço para valorização – Money Times

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(Imagem: Divulgação)

Para o Safra, ainda é hora de comprar as ações da Pague Menos (PGMN3), mas por um preço menor. O banco revisou as estimativas para a rede de farmácias e projeta 66% de valorização dos papéis nos próximos 12 meses.

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Agora, o preço-alvo para PGMN3 é de R$ 6,50, ante a projeção anterior de R$ 10. A revisão incorpora os resultados do primeiro trimestre (1T26) e a expectativa de leve desaceleração do crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês).

Além disso, os analistas consideraram premissas macroeconômicas, como uma taxa básica de juros mais alta do que o previsto anteriormente. A equipe do banco prevê a Selic a 13,5% ao ano, em média, em dezembro ante a estimativa anterior de 12,9% a.a..

A recomendação de compra foi mantida com base em valuation. Nas contas dos analistas, Pague Menos negocia a um múltiplo de 8 vezes o preço sobre lucro projetado para 2026, abaixo do múltiplo implícito no preço-alvo de 10 vezes P/L.

“A companhia merece uma reprecificação positiva após as melhorias observadas: nos indicadores operacionais nos últimos anos, acompanhado por expansão da margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) nos últimos dois anos e na liquidez das ações”, escreveram Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio em relatório.

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Nesta terça-feira (9), as ações da Pague Menos operam em alta na B3. Por volta de 12h (horário de Brasília), PGMN3 subia 2,81%, a R$ 4,03.

No ano, os papéis acumulam queda de 33,8%.

Estimativas atualizadas para Pague Menos

O Safra reduziu as estimativas para o crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS), de 16% para 11,6% em 2026 e de 9,6% para 9% em 2027, citando uma base de comparação mais “exigente”.

Com isso, as projeções de receita foram cortadas em 3% para 2026 e em 2% para 2027, enquanto a estimativa para 2028 foi mantida.

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Apesar da revisão para baixo nas vendas, as projeções para a margem Ebitda permaneceram praticamente inalteradas.

Segundo o banco, a melhora das condições comerciais e o avanço da margem bruta, que cresceu 72 pontos-base no primeiro trimestre de 2026 na base anual, devem compensar quase integralmente os efeitos da desaceleração das vendas e do ritmo mais acelerado de abertura de lojas.

Dessa forma, a expectativa é de uma expansão de 40 pontos-base na margem Ebitda em 2026 na comparação com 2025.

Já a projeção de lucro líquido para 2026 foi mantida, enquanto a estimativa para 2027 foi reduzida em 8%, refletindo despesas financeiras mais elevadas e um desempenho operacional mais fraco.

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Fim da escala 6×1

Os analistas do Safra também consideram que as mudanças na jornada de trabalho deve impactar as despesas de vendas da Pague Menos entre 4,1% e 11%. O reflexo, porém, pode ser compensado por um reajuste nos preços entre 1,9% e 4,4%.

Em um cenário que a companhia não repasse os aumento de custos nos preços dos produtos e nem realize qualquer outra ajuste operacional, o impacto sobre o lucro líquido deve variar entre 24% e 57%, segundo cálculos dos analistas. Eles, porém, consideram esse cenário “improvável”.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, reduzindo a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais em até 14 meses, foi aprovada na Câmara dos Deputados no fim do mês passado e tramita agora no Senado Federal. Ainda não há data para a votação da medida.

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