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Economia compartilhada gera renda para milhões de famílias. Conheça o raio-x dos entregadores

Pesquisas da FIA e da FIPE desvendam, pela primeira vez, o perfil dos entregadores no País

Pesquisas inéditas, conduzidas pela FIA e pela Fipe, apontam que 88%* dos entregadores que trabalham com aplicativos são responsáveis pela principal renda da casa e que 90% deles utilizam exclusivamente plataformas digitais para realizar as entregas. A mesma proporção de respondentes afirmou ter orgulho da profissão e não considerar mudar de atividade no curto prazo. As pesquisas foram encomendadas por empresas que fazem parte da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O).
“A economia compartilhada está gerando uma transformação no país. Os entregadores estão gerando uma renda maior, tendo acesso a bens e serviços que nunca tiveram, sem falar na realização de sonhos que eram impensáveis no passado. Os entregadores são protagonistas dessa mudança de hábito que o Brasil está passando por meio das empresas da nova economia”, conta Marcos Carvalho, Diretor de Engajamento da ABO2O.
Com relação à renda, 87%** dos entregadores reconhecem que ganham significativamente mais ao utilizar aplicativos. Entre as principais conquistas associadas ao trabalho estão a garantia de boa educação dos filhos, aquisição do carro dos sonhos, a reforma da casa e a compra da casa própria.
Para 96%*** a flexibilidade de horário foi apontada como um dos principais atrativos da atuação como autônomo e 91,5% demonstraram ter mais liberdade para compor a renda. Além disso, 70% dos entrevistados disseram que estão mais satisfeitos atuando como autônomos.
O levantamento foi realizado em fevereiro e março de 2019, com 1.500 entregadores brasileiros que exercem as suas atividades por meio de aplicativos. Contamos também com dados secundários da Fipe, de fontes com o IBGE, PNAD, Denatran, RAIS e Loggi.
Além disso, foram analisados dados da pesquisa Plano CDE, feita com 360 motofretistas de todo o país, cadastrados ou não em aplicativos, realizada entre 10 e 30 de dezembro de 2018.
Raio-X do entregador brasileiro
Segundo os levantamentos, a idade média do entregador é de 29 anos. A maioria (97,4%)  é do gênero masculino, apontado como o responsável pela geração de renda da família. No quesito escolaridade, o Ensino Médio completo é a formação predominante (74,3%) e 11,7% dos entrevistados revelaram ter concluído o Ensino Superior ou a Pós-Graduação.
“Cerca de 65% dos entregadores de aplicativo estão na profissão há mais de cinco anos, o que significa que são mais experientes e cuidadosos na condução da moto. Ele conhece bem o trânsito e sabe dirigir com cuidado. Um dado interessante fornecido pelas plataformas digitais é que, em média, os entregadores ficam on-line 4 horas por dia”, explica.
Segurança
Segundo levantamentos das plataformas digitais, a velocidade média dos entregadores é de 22 km/h.  “Com a tecnologia desenvolvida pelos aplicativos, as ofertas de entrega são enviadas aos entregadores mais próximos e, na maioria das vezes, cada entrega ocorre dentro de um raio de 3 a 5 km”, conta.
Ainda de acordo com os estudos, para 81% dos respondentes, a quantidade de veículos circulando das ruas é um fator que causa insegurança para o serviço de entrega. Outro ponto levantado é que 88,8% acreditam que há necessidade de melhorar a infraestrutura viária.
* “Impacto de aplicativos na vida do motofrentista Loggi,” do Plano CDE
** “Análise econômica do modelo de negócios e do mercado de motofrete para entregas expressas no Brasil”, da FIPE
*** “Entregadores – Questões Socioeconômicas nos serviços por aplicativos”, da Fundação Instituto de Administração (FIA), Março/2019. 
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