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Apenas 8% das Pessoas com Deficiência julga que cidades oferecem qualidade de vida

Estudo Smart Cities da agência Hello Research foi o primeiro 100% acessível do país, também analisou as dificuldades enfrentadas por quem navega na internet

O Brasil é considerado um país altamente urbanizado com quase 85% de seus habitantes vivendo nas cidades. Dentro do índice geral que caracteriza 23,9% da população brasileira como PCD (Pessoa com Deficiência) estima-se que 8,3% destes tenham alguma deficiência severa, segundo o IBGE. Em um trabalho feito em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) da Prefeitura de São Paulo, a agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research desenvolveu a pesquisa Smart Cities, primeira pesquisa digital 100% acessível do país, em que conversou com 1630 pessoas, sendo 222 homens e mulheres familiares ou portadores de deficiência de diversas regiões e faixas etárias, para entender a o cenário brasileiro com relação às cidades onde vivem. Os números são alarmantes: apenas 8% dos entrevistados julga que a suas cidades têm o necessário para que tenham qualidade de vida. Quando perguntados se encontram dificuldades para circular pelas calçadas das cidades, 89% aponta buracos e irregularidades como o principal problema, seguido de degraus e desníveis (75%). Sobre o transporte público, 63% disseram ter problemas com profissionais despreparados para lidar com PCD. A pesquisa também investigou se existem opções de lazer para Pessoas com Deficiência nas cidades, e apenas 15% concordaram com a afirmação.

“Muitos problemas são apontados pelos entrevistados, sinalizando que as cidades precisam se preparar melhor para os habitantes com deficiência. Há problemas estruturais como nas calçadas, transporte público sem adaptação, escassez de vagas, falta de acessibilidade. Também há carência na qualidade de vida”, diz Davi Bertoncello, diretor da Hello Research.

Ao serem perguntados sobre o que a cidade poderia fazer para ajudar as pessoas com deficiência, 26% julgou que seria de extrema importância regularizar vias públicas e calçadas e 14% adequar o transporte público.

Ainda sobre transportes, 21% dirigem carro adaptado, mas para 41% o alto valor do veículo se torna um impeditivo enquanto para 24% a burocracia é o principal motivo para não adquirirem um veículo acessível. Ainda que Pessoas com Deficiência tenham direito a isenção de impostos para veículos, para 6% dos entrevistados, o processo de documentação é a principal dificuldade.

Acesso à internet

Não é só no quesito mobilidade que as Pessoas com Deficiência encontram dificuldades. 93% dos entrevistados acessam a internet, e 54% declarou ter alguma dificuldade de acessibilidade para navegar. Entre os 64% que fazem transações bancárias, 36% encontra algum tipo de dificuldade. Dos 79% que leem sites de notícias, 36% também encontra algum tipo de dificuldade. Na contramão da dificuldade da mobilidade, 79% disse utilizar aplicativos de taxi, como Uber, 99 e Cabify, e 89% declarou não ter nenhuma dificuldade para utilizar os aplicativos.

As lojas de e-commerce também precisam estar atentas ao potencial do PCD como consumidor, segundo o estudo. 66% disseram realizar compras pela internet e 28% tem algum tipo de dificuldade relacionada. “Nesse sentido as marcas não têm só um problema técnico, mas um problema muito maior por negligenciar um público com alto poder de compra”, diz Bertoncello.

 

Sobre o Smart Cities

As 1630 entrevistas foram realizadas por meio da plataforma de pesquisa digital Hello Survey. Os entrevistados foram convidados através da tecnologia OnTarget da Hello, que utiliza modelos publicitários de segmentação atitudinal e de mídia programática para buscar seus participantes em redes sociais e páginas da internet. Para o recorte de acessibilidade, foram entrevistas 222 pessoas com deficiência ou familiares. A pesquisa tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

 

Sobre a Hello:

A Hello é um instituto de pesquisa com presença em mais de 2.000 municípios brasileiros, que visita todos os meses entre projetos de auditorias de varejo, pesquisas de mercado e de opinião pública. Colabora com grandes players de setores como bens de consumo, varejo, serviços financeiros, consultorias, automotivo e indústria no desenvolvimento de projetos de inteligência de mercado locais e nacionais. Primeira startup de pesquisa do Brasil, desde sua fundação em 2011, a Hello desenvolve as próprias tecnologias de pesquisa digital para aplicação de pesquisas on e off e é seguida por mais de 45.000 pessoas nas redes.

 

Para mais informações, acesse: www.helloresearch.com.br .

 

Informações para a Imprensa

 

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