Saúde

Lesão sofrida no joelho esquerdo por Thiago “Marreta” também é alerta para outros esportes.

Lesão sofrida no joelho esquerdo por Thiago “Marreta” também é alerta para outros esportes.

Na madrugada do último domingo, 07 de julho, o atleta de MMA Thiago “Marreta” encarou Jon Jones no UFC 239 pelo título de campeão dos meio pesados (93 Kg) e chegou muito perto da vitória. Na luta, o brasileiro acabou sofrendo uma lesão no joelho esquerdo com o próprio movimento, ao executar errado um chute lateral na coxa do campeão Jon Jones.

A lesão devido à rotação brusca do joelho serve de alerta, não só para praticantes de artes marciais, como também para atletas de outros esportes.

“No primeiro round, meu joelho saiu do lugar. Não sei muito bem explicar o que aconteceu. (..) Eu mesmo pisei errado. E aí foi isso que vocês puderam ver durante a luta. (…) O joelho atrapalhou meus ataques. (…) Toda vez que atacava progredindo, meu joelho falhava e, duas ou três vezes, eu caí tentando atacar por causa do meu joelho” – declarou Thiago Marreta na coletiva de imprensa.

De acordo com o Dr. Leandro Gregorut, Ortopedista especialista em joelho, ombro e cotovelo, na Clínica MOVITÉ e no Hospital Sírio Libanês, as lesões de joelho no esporte, principalmente quando se executa um movimento rotacional, são muito comuns. “Elas sempre acontecem nos jogos de futebol, quando a pessoa vai executar um chute, faz o apoio errado e acaba torcendo o joelho de apoio. Ou nas lutas, quando você faz um chute rotacional. Normalmente, essas lesões vêm acompanhadas da ruptura de um ligamento chamado Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Ou, quando é algo mais simples, pode-se lesionar os meniscos, ou mesmo os ligamentos colaterais do joelho”, explica.

Isso acontece quando se realiza um movimento e o movimento do fêmur sobre a tíbia estira o ligamento, de tal maneira que a força dessa rotação de estiramento acaba rompendo o ligamento. O tratamento, normalmente, na ruptura do LCA, muito comum no futebol, nas lutas e em esportes que exigem mudanças de direção constantes, é cirúrgico.

Após a cirurgia, a pessoa fica de 6 a 9 meses afastada, até voltar ao esporte de competição. Em casos de lesões menos complexas, como a do menisco, o retorno é mais rápido.

Serviço:

Dr. Leandro Gregorut é graduado pela Faculdade de Medicina da USP. Título de Ortopedia e Traumatologia, além de especialização em Cirurgia do Ombro e Cotovelo pelo IOT – HC – FMUSP.

É especialista em Medicina Esportiva pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Já atuou como médico da seleção brasileira de handebol.

É membro da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva; do The American College of Sports Medicine; da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo; e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

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Hiago Viana
Assessor de imprensa
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