Educação

SingularityU Brazil Summit reúne lideranças em São Paulo

Primeiro dia de evento trouxe discussões sobre tecnologias exponenciais, saúde global, educação, segurança pública e infraestrutura

Nesta terça-feira, 11, Guilherme Soárez, CEO da HSM Educação Corporativa, fez a abertura do SingularityU Brazil Summit, anunciando a chegada da Singularity University (SU) ao Brasil, por meio de parceria com a HSM. A partir deste ano, os brasileiros terão acesso aos cursos desta inovadora universidade do Vale do Silício, em São Paulo. Será a primeira operação da instituição na América Latina.

Na sequência, Jeffrey Rogers, diretor de Desenvolvimento de Facilitadores e Professores da Singularity University, discutiu sobre o pensamento exponencial e a resolução criativa de problemas. Para o estudioso, os humanos exercem um papel importante na criação de um futuro possível, mas para isso é preciso sair de um pensamento linear e partir para o exponencial e criativo. “Superestimamos o efeito da tecnologia a curto e longo prazo. Hoje, por exemplo, temos mais poder de computação no nosso bolso do que a NASA tinha em 1976. Por termos acesso a uma tecnologia poderosa, precisamos ter cuidado em criar o futuro”, pontuou.

Em seguida, Taddy Blecher, CEO do Instituto Mararishi, que fomenta a educação africana, falou sobre o potencial de transformação do ensino brasileiro. “Precisamos ir mais a fundo nesses problemas. Vocês vão ouvir muito sobre tecnologia e como ela pode mudar o mundo. A inteligência artificial sozinha não é tão poderosa quando usada em parceria com a mente humana”, argumentou. De acordo com o executivo, o futuro da educação será a personalização para a necessidade de cada criança pois o indivíduo é único. “Precisamos treinar humanos para serem humanos e ensinar criatividade, soluções problemas e educação tridimensional”, acrescentou.

Partindo para o universo da saúde, Tiffany Vora, chefe de departamento e vice-diretora de Medicina e Biologia Digital na Singularity University, evidenciou as tendências da tecnologia aplicada à vida. “O futuro da ciência será muito diferente e está acontecendo agora. Todo ser humano na terra é 99,9% é exatamente igual. Se posso usar código do computador, também consigo usar a biologia sintética. Significa que estamos migrando de cuidar de doenças para conseguir prever como cuidar da saúde através do mapeamento de seu DNA”.

No painel “Solucionando os principais desafios do Brasil”, Bruna Paese, Glaucia Alves, e José Rubinger, com moderação de Jefferson Denti, discutiram os problemas clássicos da realidade brasileira sob a ótica do pensamento exponencial e do que há de novo para vencer estes desafios. A brasileira criou o Iubi, robô que ajuda no tratamento de crianças com doenças crônicas. “Mais de 235 milhões de crianças sofrem de alguma enfermidade crônica e não seguem o tratamento. Para mudar essa lógica, surgiu o Iubi, robô que conversa e interage com a criança para que mude seus hábitos diariamente”.

José Rubinger, fundador da Key2enable, apresentou um projeto que transforma a vida de pessoas com deficiências físicas, motoras e até intelectuais. “A plataforma educacional ajuda crianças com dificuldade de comunicação, facilitando interpretação de texto e fala. Em um futuro próximo, elas poderão estar inseridas no mercado de trabalho”.

No mesmo painel, Glaucia Alves, diretora de inovação e transformação digital de indústrias baseadas em engenharia na Deloitte, questionou a falta de preocupação pelos problemas sociais na indústria brasileira de construções. “Não conseguimos gerar soluções sustentáveis. Vivemos em um contexto muito crítico. Quando olhamos pra China, Vale do silício e Alemanha vemos impressões 3D de concreto e no Brasil ainda estamos usando métodos tradicionais”, ressaltou.

Durante a tarde, aconteceram palestras simultâneas sobre segurança pública, educação, infraestrutura e saúde. Felipe Fontes, fundador da Nearbee, falou sobre a segurança das cidades no bolso das pessoas, destacando que as tecnologias estão cada vez mais avançadas. “Não vai muito além do que acontece na ficção. Drones eram um sonho e já fazem monitoramento de condomínio e cada vez mais temos que pensar na tecnologia de forma mais estruturada”, comentou Fontes. Já em educação, o comediante Murilo Gun reforçou que a criatividade é uma tecnologia nativa, por isso é fundamental manter a curiosidade das crianças acesas. “Nosso treinamento mental de solução de problemas é receber as questões e repetir imagens. Falo que é cultura do gabarito e todo mundo tem que chegar na mesma resposta. Estamos acostumados à repetição, temos que reaprender a imaginar e assim nos tornamos mais criativos”, sugeriu.

Na área de saúde, o pesquisador Onício B.Leal Neto contou como a ciência, tecnologia e a análise de dados podem ajudar na prevenção e combate de doenças em um País de dimensões continentais como Brasil e ressalta: “As doenças crônicas continuam aumentando. As pessoas continuam morrendo. Regiões que não tinham mosquito, agora tem por causa da mudança climática. Por isso, precisamos usar a tecnologia para melhorar a saúde das pessoas”. Já Rodrigo Sá apresentou o case da Hyperloop, que está desenvolvendo um transporte sustentável em alta velocidade. “Correndo em um tubo de baixa pressão, o Hyperloop flutua sobre um fluxo constante de ar pressurizado e pode atingir velocidades de 1.200 km/h. O sistema ainda usa energia renovável e consegue gerar 40% de energia a mais do que usa”, pontuou.

Em mais uma rodada de palestras simultâneas do dia, João Paulo Barrera, de 8 anos, escritor bilíngue, premiado pela NASA e reconhecido na ONU, apresentou sua trajetória, que começou com uma história, que se transformou num livro e virou um game. “Aprendi que quando você faz o que gosta, o reconhecimento chega”, destacou. Samira Bueno, Diretora Executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, comentou a fragilidade da segurança brasileira. “Ainda não temos no Brasil um sistema nacional que une todas as ocorrências. Fazer segurança pública em um país do tamanho do Brasil é um desafio”, ponderou.

Alexandre Nascimento, pesquisador visitante na Universidade de Stanford, apresentou uma conexão entre as tendências do uso de inteligência artificial para infraestrutura no mundo e como o Brasil pode ser beneficiar deste tipo de tecnologia. “Um dos grandes fatores de infraestrutura é a comunicação. Comunicação inteligente. Tudo conectado em custo baixo levando bem estar social. Países em desenvolvimento tem 85% da vaga em risco e desenvolvimento tem 50% por conta do avanço da tecnologia. Mas acredito que temos a capacidade de nos reinventar para conseguirmos lidar com a mudança da caraterística do trabalho. Não temos que lutar, temos que amplificar o nosso conhecimento pois traz recursos e aumenta nossa capacidade”, considerou.

Na área de saúde, Alexandra Zonari, Cofundadora e CSO da OneSkin Technologies, debateu sobre a continuidade da tradução do conhecimento científico em tecnologias inovadoras que possam promover o rejuvenescimento da pele e de todo o organismo, possibilitando um envelhecimento mais saudável. “Na Oneskin vimos que a morfologia da pele humana de laboratório é muito parecida com a natural. O nosso diferencial é que conseguimos entender o que está acontecendo com o envelhecimento da pele”, contou.

Eduardo Lima, diretor da Avantia Tecnologia e Engenharia S/A, apresentou seu novo projeto voltado para segurança: o Wise, uma plataforma de pessoas que se conectam para informar, fotografar e reportar algum crime ou violação, a fim de que o policial mais próximo seja acionado.

Para encerrar o dia, Pascal Finette, diretor do departamento de empreendedorismo e inovação aberta da Singularity University, falou sobre disrupção, distopia e decisões de impactos globais. “Inovação é o que você faz melhor daquilo que já existe e disrupção é algo novo que torna o antigo obsoleto”. Em toda a dimensão no mundo há problemas sendo solucionados, como pobreza e educação. “Nos escondemos atrás das estatísticas que o mundo está se tornando melhor, mas no fim do dia são as nossas escolhas que transformam o mundo no que ele é. E a pergunta que devemos fazer é o que é preciso para o problema desaparecer?”, concluiu.

Sobre a HSM

Empresa de experiências educacionais transformadoras e conteúdo de excelência em gestão, organizada como uma plataforma que potencializa a conexão de pessoas e organizações. Para outras informações, acesse www.hsm.com.br/

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