Economia

Firgun aposta no microcrédito social e quer movimentar R$ 1 milhão com empreendedores de baixa renda

Atuante no sistema crowdlending, Firgun quer ampliar o número de clientes interessados nos financiamentos para expandir seus negócios em 2019

De olho em um público com dificuldades em obter empréstimos, a Firgun – plataforma de investimentos coletivos – quer ampliar o número de atendimentos junto aos empreendedores de baixa renda, por meio de um acesso mais fácil ao microcrédito com juros inferiores ao do mercado. Para alcançar esse objetivo, a fintech vai intensificar a campanha de captação de novos investidores. Só neste ano, a ideia é movimentar cerca de R$ 1 milhão através dos financiamentos desta natureza e, assim, ajudar a fomentar os novos projetos existentes na periferia.

O valor previsto é 600% superior ao que a Firgun movimentou em 2018, ao financiar microempreendedores das regiões periféricas da Região Metropolitana de São Paulo. A expectativa dela é de fechar o ano com um total de 150 clientes, como forma de acelerar a geração de micro e pequenos negócios em áreas de maior vulnerabilidade social. Na outra ponta, a expectativa é de terminar 2019 com mais três mil interessados em aplicar seus recursos em pessoas que buscam capital para transformar o sonho em realidade.

Fundado há três anos por Fábio Hideki Takara e Lemuel Simis, outros três profissionais de diferentes segmentos se juntaram ao projeto no caminho. Todos tinham o mesmo propósito de promover transformações sociais. A expansão das atividades faz parte dos planos da Firgun de consolidar a sua operação mais estruturada, voltada para o crowdlending. O sistema se baseia em credores dispostos em ajudar, que emprestam pequenas quantias de dinheiro. Dessa forma, vários investidores conseguem aportar dinheiro para um único empreendedor. O microcrédito é destinado a pessoas de baixa renda.

A Firgun já está preparada para receber um incremento nos dois lados essenciais para seu funcionamento: os empreendedores de baixa renda e os investidores. A movimentação da fintech está na tendência do setor no país, segundo o portal Statista, que acompanha o crownlending no Brasil e no mundo. Em 2018, as transações no segmento totalizaram US$ 29 milhões. A estimativa é de que o ramo tenha uma taxa de crescimento anual de 10% até 2023, quando deverá chegar a US$ 46,5 milhões.

“Queremos expandir nossa atuação, sobretudo, na periferia das principais cidades da Grande São Paulo, justamente por ser uma região onde temos atuado de forma experimental. A nossa missão é amenizar a desigualdade social brasileira, com a criação de oportunidades de negócios ao facilitar acesso ao microcrédito para empreendedores de baixa renda”, explica Fabio Hideki Takara, fundador e idealizador da Firgun. A expectativa, segundo ele, é também ampliar a atuação para outras regiões do Estado e, futuramente, para o país.

Início com projetos pilotos

Antes de preparar as atividades para expansão, a Firgun operou entre os anos de 2016 e 2018 somente com projetos experimentais com a finalidade de verificar se há demanda de microcréditos entre o público de baixa renda. Nesse período, a Firgun financiou 21 clientes, que movimentaram R$ 150 mil. Para conseguir esses valores, contou com o apoio de 160 investidores.

Ao longo desse período, o trabalho de dar oportunidade aos empreendedores de baixa renda através de financiamentos com juros baixos rendeu reconhecimento internacional. Em agosto de 2017, a Firgun ganhou o prêmio da Iniciativa Incluir organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A premiação foi na categoria “ideia inovadora” após concorrer com outros 860 negócios sociais em dez diferentes categorias.

Proposta de negócios

A Firgun foi criada desde o início com a meta principal de conseguir facilitar crédito para pessoas de baixa renda. Para isso, a plataforma contou com alguns importantes diferenciais, como um atendimento humanizado e com custos acessíveis. Outro atrativo é o processo de liberação do financiamento, cuja burocracia é mais simplificada, pois não há o requisito de conceder garantias ou necessitar de um avalista. Por outro lado, o interessado precisa dizer de que forma utilizará o dinheiro num determinado projeto.

Para o microempreendedor, a Firgun oferece taxas de juros bem abaixo do mercado. Os percentuais de taxa pagas à plataforma variam de 2% até 10% e são aplicados de uma só vez no momento do resgate para valores entre R$ 1.001 e R$ 15 mil. Não existe taxa para montantes até R$ 1 mil obtidos no microcrédito.

Os juros pagos vão diretamente aos investidores que participam da plataforma, exceto para quem investe em projetos que captam valores até R$ 3 mil, em que os juros são 0%. A partir desse valor e até R$ 9 mil, o índice é de 6% ao ano. No caso dos interessados que aplicam entre R$ 9.001,00 e R$ 15 mil, esse percentual chega a 12% anual.

Requisitos para obter o microcrédito

Para obter um microcrédito da Firgun, os empreendedores precisam ter um negócio com pelo menos um ano de existência no mercado. Os interessados serão indicados por uma das dez parceiras, que atuam antes da liberação do microcrédito com a missão de capacitá-los para garantir o referido empréstimo, mais barato, com burocracia simplificada e atendimento humanizado. Entre elas, estão a Aliança Empreendedora, a Afro Business, a Feira Preta, a Empreende Aí, A Banca, Aventura de Construir, Tear, AMIP, Canal da Convergência e PAC Music.

Depois de feita a indicação, a Firgun aplica um questionário para diagnosticar o perfil do empreendedor. Nessa etapa, é possível saber se a pessoa é conservadora nos investimentos, ou bem planejado, ou descontrolado. Em seguida, a plataforma solicita alguns documentos, como o livro caixa, notas fiscais e comprovantes de geração de despesa e receita. Além disso, o interessado precisa ter mais de 18 anos para se cadastrar.

Quem faz parte da Firgun

Fabio Hideki Takara – Idealizador e fundador da Firgun. Engenheiro eletricista formado pela Escola Politécnica da USP, morou no Japão e fez intercâmbio acadêmico de um ano na Ecole Polytechnique de Louvain, Bélgica. Atualmente faz MBA em Gestão de Negócios Socioambientais pelo ESCAS. Sempre quis empreender no setor 2,5.

Lemuel Simis – Co-fundador e diretor de Comunicação da Firgun, Formado em Relações Públicas pela UNESP de Bauru e pós-graduado em Gestão de Projetos Sociais pela PUC/SP, ele participou de cursos de formação de jovens líderes em Israel e em São Paulo. Também integrou o primeiro ciclo de formação empreendedora desescolarizada Flowmakers. Sempre teve gosto de aliar as finanças com o impacto social para garantir com que projetos do gênero se tornem realidade.

Vinícius Gushiken – Estudante de Ciências Sociais e dados. Tem interesses em causas sociais e temas como Tecnologia, Economia Eficiência Política.

Felipe Chalfun – CTO da Firgun. É bacharel em Sistemas de Informação e pós-graduado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas pela Universidade Estácio de Sá. Também tem pós-graduação em Gestão de Projetos pela Universidade Cândido Mendes. Conta com ampla experiência de mercado com aplicação de gestão e tecnologia para melhorias de processos, aumento de produtividade e redução de custos nas áreas de Saúde e Varejo. Sempre tem como objetivo utilizar a inovação tecnológica para transformar a experiência de seus usuários e clientes no uso das ferramentas.

Lilian Boccia – Tem ampla experiência em fintechs. Com perfil técnico, já trabalhou na fundação e desenvolvimento de uma startup, voltada para a renegociação de dívidas. Atua em especial na área de cobranças.

 

Mais informações:

 

Vinicius Cordoni

Eric Fujita

Assessor de Imprensa

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e: ericfujita@viniciuscordoni.com

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