A PF encontrou no celular de Bolsonaro um arquivo de texto, com 33 páginas, sem data e assinatura e em formato editável. Segundo a investigação, o conteúdo “remete a um pedido de asilo político ao Presidente da República Argentina, Javier Gerardo Milei”.
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Na primeira página do documento, o pedido de asilo é embasado a partir do contexto de perseguição política no Brasil: “De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos”.
De acordo com a PF, o criador e último autor do documento foi o usuário “Fernanda Bolsonaro”, que os investigadores acreditam ser a nora do ex-presidente e esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.
O material foi salvo no celular do ex-chefe do Executivo no dia 10 de fevereiro de 2024, dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que apurou a atuação dos investigados na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Durante a operação, foram apreendidos os passaportes de Bolsonaro e outros aliados.
Segundo a PF, o documento mostra que o ex-presidente, “desde a deflagração da operação Tempus Veritatis, planejou atos para fugir do país, com o objetivo de impedir a aplicação de lei penal”.
O relatório da PF destaca, ainda, que cerca de dois meses antes da última edição do documento encontrado, Bolsonaro viajou para a Argentina, acompanhado do filho Eduardo, para assistir a posse do presidente Milei. Bolsonaro comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal(STF), que viajaria para a Argentina nos dias 7 a 11 de dezembro. Segundo a defesa do ex-presidente, ele teria avisado o ministro por ser alvo de investigações.




