Comunicação

Realidade aumentada e a revolução do mercado 4.0

Fabio Costa*

A Realidade Aumentada ou simplesmente AR, de Augmented Reality, é tendência no mercado em geral, já que cada vez mais tem surgido aplicações móveis utilizando a tecnologia. De acordo com um estudo realizado pela Zion Market Research, a sua utilização tem potencial para atingir crescimento de 85% ao ano, no mundo todo, até 2021, impulsionando a indústria 4.0 de forma extremamente significativa.

Diferente da Realidade Virtual, que cria um ambiente totalmente artificial, com a Realidade Aumentada os usuários podem explorar o mundo real complementado com informações virtuais, gerando uma ótima oportunidade de interação com marcas e/ou produtos.

A aplicação mais comum da tecnologia promove a interação entre um dispositivo (celular, tablet, computador ou mesmo um televisor) com elementos estáticos que o ativam, seja por QR Code ou qualquer outra imagem pré-estabelecida que inicie uma animação virtual. É possível a criação de menus especiais e objetos digitais, que inclusive possibilitam a interação com o mundo real, fomentando o diálogo e ampliando a experiência do usuário.

Embora a tecnologia ainda esteja em fase de amadurecimento, inúmeras aplicações podem ser realizadas e são desenvolvidas de acordo com a necessidade e criatividade dos clientes. Hoje ela já é utilizada em setores como o de entretenimento, medicina, indústria e publicidade. Um case de sucesso foi realizado pela Pepsi, no qual uma “parede invisível” criava interações inusitadas em uma parada de ônibus.

Outro recente case que chamou atenção do público foi a apresentação da rainha pop Madonna na cerimônia anual de entrega de prêmios da música da Billboard Magazine, em Las Vegas. A diva pop ganhou a atenção do público com o uso de Realidade Aumentada para trazer diversas versões de si mesma à vida no palco, numa apresentação impactante, de deixar o público de queixo caído.

Além disso, já existem livros ilustrados para que os leitores possam ver as interações dos personagens sobre as páginas. Imagine, por exemplo, ler um livro sobre dinossauros e vê-los caminhando sobre a mesa. É uma experiência totalmente diferenciada para o leitor. A tecnologia também permite as pessoas apontarem seu dispositivo eletrônico para locais específicos, como automóveis, e visualizar objetos virtuais que dão instruções para que conheçam mais sobre o veículo, podendo até mesmo ver o funcionamento interno do motor.

Uma das revoluções que estão por vir são os manuais interativos, bulas de remédios e descritivos de embalagens que são de difícil assimilação. Com a interação virtual, o conteúdo será mais interativo e lúdico. Os consumidores poderão conhecer processos de produção, ver o seu funcionamento e, inclusive, sua reação dentro do organismo. Incrível, não é mesmo?

E aí, prontos para o futuro?

*Fabio Costa é CEO da agência Casa Mais, pioneira em realidade virtual e, agora, também especializada em realidade aumentada. A agência já desenvolveu projetos para a Pinacoteca de São Paulo, GE e Colgate.

 

 

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Mariana S. Ribeiro
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