Comunicação

O vírus do fracasso e o antídoto para o sucesso

Sergio Lopes*

Certamente você já liderou ou participou de tomadas de decisão para resolver problemas urgentes. Muita discussão ao invés de diálogo. Muita correria ao invés de velocidade. Muitas ideias e pouco aprofundamento. Muita divergência e pouca convergência. Muitas promessas e pouca entrega. Muitas soluções e poucos resultados.

O que leva organizações estruturadas e equipes competentes a cometer tantos erros como os relatados acima? Assim como o corpo humano é constantemente atacado por diversos vírus, as organizações e equipes também são. E um dos mais temíveis vírus organizacionais é o BFR!

BFR contamina o processo de análise de problemas e tomada de decisão, por não permitir que haja um aprofundamento das questões, criação de alternativas variadas, avaliação das melhores alternativas, escolha das mais poderosas, geração do plano de ação e seu monitoramento e a correta atribuição de responsabilidades.

BFR embota os sentidos e não permite uma avaliação mais precisa. Coloca toda a gente prá correr, em todas as direções e, se o resultado é alcançado, deixa um rastro de sangue para trás e a sensação de que “foi sorte”!

Você já deve estar se perguntando: mas o que é o tal BFR? Ele é originado em algo que todas as organizações, equipes e indivíduos almejam: a Busca de Resultados! O que é algo muito positivo e imprescindível! Então, quando ele se tornou tão maléfico e por vezes, mortal?

Ainda que o BFR exista há muito tempo, ele está mais perigoso no ambiente atual. Num mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), o BFR vem aumentando seu potencial destrutivo. E onde está o elemento que o torna tão negativo? Frenético …

Sim! Num mundo VUCA, a tendência de querermos resolver tudo muito rápido, de forma frenética, faz com que os resultados tenham baixa qualidade e, não raro, precisamos corrigir os problemas diversas vezes, causando retrabalho, perda de energia e, dinheiro!

Busca Frenética por Resultados leva líderes, gestores e equipes a definir o “o que” e partir direto para o “quando”. Se fizermos uma analogia com uma viagem, o “o que” é o ponto de partida, a origem, e o “quando” é o ponto de chegada, o destino. Mas, já dizia o filósofo que mais importante do que o destino, é a jornada!

E a jornada para reduzir o “frenético” implica em acrescentar outros elementos: por que; como; onde; quem e; quanto. Vejam, nada mais é do que usar uma ferramenta básica de gestão: o velho e bom 5W2H (what, why, how, whenwho, where ,howmuch)! Simples assim!

Porém o uso produtivo do 5W2H precisa ser acompanhado de um antídoto para o vírus do BFR. O mais poderoso à disposição de todas as pessoas experientes e de bom senso, é o MCNH.

MCNH é de uso obrigatório sempre que você se deparar com um problema que esteja dificultando e/ou impedindo o atingimento dos resultados. Ele pode ser usado sem moderação e o tamanho da dose vai depender da complexidade do problema e do tempo que você tem para a solução.

Para neutralizar a Busca Frenética por Resultados, Muita Calma Nessa Hora!

*Sérgio Lopes é especialista em Liderança e Consultor em Gestão. Sergio Lopes possui mais de 40 anos de experiência, sendo 35 em Recursos Humanos, Liderança de pessoas e processos e mais de 10 anos em Consultoria organizacional.  Criador do modeloPerformance Total (Propósito + Competência + Resultado). Co-autor do livro “Os Loucos Geram Mais Resultados” ed. Resultado, lançado em 2018.

http://www.performancetotal.com.br/

 

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