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Fiação elétrica subterrânea: mais confiabilidade ao sistema e segurança à população

Congresso sobre redes subterrâneas discutirá avanços e novas tecnologias em distribuição de energia

>> No Brasil, apenas 2% da fiação elétrica é enterrada, ao passo que, na Europa, a média está em torno de 60%;
>> Enterramento dos cabos de energia evitaria roubo de energia e de equipamentos e problemas com blecaute e manutenção excessiva.


Redes de distribuição instaladas de forma subterrânea existem desde o início do século XX, mas, de lá para cá, pouco se evoluiu. Atualmente, a quantidade de rede de distribuição subterrânea no país não ultrapassa os 2%, sendo reflexo da falta de um modelo regulatório específico que incentive investimentos neste modelo de instalação. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os índices variam de cidade para cidade, mas em Belo Horizonte, o percentual de redes enterradas é de 2%, em São Paulo é de 7% e no Rio de Janeiro 11%.

O enterramento das redes proporciona cidades mais seguras e infraestrutura mais confiável. Na rede subterrânea, a manutenção preventiva consiste de medições periódicas das condições de conservação dos componentes dos cabos e os resultados são avaliados por equipes especializadas para interpretar os resultados e apresentar o diagnóstico. A rede é constantemente monitorada, evitando desligamentos excessivos. Por outro lado, na rede aérea, onde predomina a manutenção corretiva, geralmente, a troca ou o reparo do equipamento só ocorre diante de um evento, como queima de equipamentos, dano por queda de árvores e tempestades ou mesmo explosões, provocando desligamentos. A consequência disso são os altos índices de DEC (duração do tempo em que, em média, uma unidade consumidora fica sem energia) e FEC (frequência com que isso acontece). A título de comparação, enquanto na Alemanha, que tem 80% da sua rede elétrica enterrada, o DEC é de 25 minutos por ano, no Brasil, este índice é de 13 horas na média. Na França, o FEC é 0,3 e aqui fica por volta de 8 interrupções por consumidor.

É fato que enterrar os cabos exige um investimento maior do que demanda a rede aérea, no entanto, há que se pensar na relação custo/benefício e nas vantagens obtidas no curto, médio e longo prazos. “Países ou cidades se beneficiam com o aumento do turismo; e a concessionária local e a prefeitura ganham com redução de manutenção na rede, diminuição de acidentes envolvendo pipas e roubo de cabos e outros equipamentos, além da estética e da segurança para toda a população”, avalia o diretor executivo da Baur do Brasil, o engenheiro eletricista Daniel Bento.

As redes subterrâneas apresentam melhor confiabilidade, uma vez que não estão sujeitas aos efeitos do clima. Esta confiabilidade resulta em conforto para as residências e competitividade para a indústria, tendo em vista que mesmo pequenas interrupções podem provocar grandes impactos na produção do setor industrial”, avalia Bento. De acordo com o executivo, “o enterramento das redes proporciona cidades mais bonitas, seguras e com infraestrutura mais confiável, ou seja, tudo para que tenhamos um país mais produtivo, com mais renda e segurança para todos”. Com isso, ganha o turismo, tendo em vista que uma cidade sem fios é muito mais agradável de ser visitada e permite que se apreciem as paisagens com mais visibilidade e sem interferência do caos da distribuição aérea.


Comissão de Cultura aprova redes subterrâneas em áreas tombadas

No último dia 16 de abril, a Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que torna obrigatória a utilização de redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica em conjuntos urbanos tombados ou que tenham valor histórico e cultural reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A medida está prevista no Projeto de Lei 798/11, do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Segundo o texto, a substituição das redes aéreas pelas subterrâneas deve ser executada no prazo máximo de três anos após a publicação da nova lei.

“Seria oportuno aproveitar o momento que estamos passando por reformas e ajustes de políticas públicas para iniciar essa ação de planejar o enterramento das redes de distribuição e telecomunicações em nossas principais cidades para colher futuramente os frutos dos benefícios trazidos”, avalia Bento.

O projeto passará ainda pelas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Congresso sobre redes subterrâneas

Com o objetivo de discutir avanços, tendências e novas tecnologias em redes subterrâneas de energia, acontecerá nos próximos dias 17 e 18 de junho, em São Paulo, a 15ª edição do Fórum Redes Subterrâneas de Energia Elétrica. O evento, constituído por congresso e área de exposição, terá como tema “a retomada da conversão de redes aéreas em subterrâneas frente a uma nova perspectiva gerencial das distribuidoras”.

O evento recebe profissionais da área, como engenheiros, arquitetos e administradores atuantes em planejamento, urbanismo, prestação de serviços e fornecedores de produtos e tecnologias.

A Baur do Brasil participa do evento com estande e com uma palestra ministrada por seu diretor executivo, Daniel Bento. O engenheiro abordará a relação da gestão das redes subterrâneas com as tendências de descarbonização, descentralização e digitalização.

Serviço:

Fórum Redes Subterrâneas de Energia Elétrica 2019 – Congresso e Exposição
17 e 18 de junho
Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Site: http://www.rpmbrasil.com.br/eventos.aspx

 

 

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Flávia Lima
fla.fsl@gmail.com 
(11) 98291-8228
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