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Dados do BC sinalizam que a economia está estagnada

Neste segundo trimestre do ano, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) foi um banho de água fria nos analistas que estavam esperando crescimento da economia, mesmo que modestamente, se comparado com os três meses anteriores. Considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador da autoridade monetária mostrou que o país encolheu 0,13% no período e indica que a recessão técnica voltou a ser realidade.

Segundo informações do Banco Central, a economia cresceu apenas 0,3% em junho se comparado a maio. A atividade cresceu 0,62% no ano e 1,08% no acumulado de 12 meses – considerando os números sem ajuste sazonal, porque avalia períodos iguais de tempo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá divulgar no próximo dia 29 a taxa de crescimento do país no segundo trimestre do ano.

Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, disse que a comparação do PIB com o IBC-Br é uma estimativa aproximada, embora não perfeita, que reforça a possibilidade de o Brasil ter um segundo dado trimestral negativo, o que configura a recessão técnica. “O ponto é que, qualquer que seja o índice, 0,1% de queda ou 0,1% de crescimento, o país está com a economia estagnada e tem fraqueza de demanda”, disse. “Não existe bala de prata na economia atual. As mudanças estão acontecendo e, para voltar a crescer em linha com o mundo, não acredito que seja neste mandato presidencial”, completou.

A economista-chefe explica que a nova rodada de redução dos juros e a liberação de saques de recursos, como do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não deve ter impacto significativo. “Trará alívio, mas nosso problema é estrutural. O potencial de crescimento, dada a falta de infraestrutura, tecnologia, a qualidade de mão de obra, está em 0,8%, segundo estimativa aqui da XP. Antes, esse potencial era de 3,5%”, compara Zeina.

A expectativa é que o crescimento fique em 0,81% em 2019, segundo o relatório do Banco Central – Focus – que traz projeções dos analistas do mercado financeiro para a economia. Há uma semana, o boletim informava que as perspectivas eram de um avanço de 0,82%. Mesmo no menor patamar da história, a taxa Selic não foi suficiente para estimular mais fortemente a economia, então o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu os juros de 6,5% ao ano para 6% anuais na última reunião.

 

Por Isabelle Silva Menis

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