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Instituto Agronômico marca presença nas festas juninas com as suas cultivares

O IAC celebra nesta quinta-feira, 27, 132 anos de existência com várias conquistas recentes

Por Mônica Galdino (MTb 47045) e Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de imprensa IAC

O mês de junho traz as festividades de São João, São Pedro e Santo Antônio para aquecer os dias frios da época. Além de danças e brincadeiras, a comida dá o tom da festa com curau, bolo de milho, canjica, bolo de fubá, milho verde, arroz doce, pé de moleque, vinho quente, quentão e outras guloseimas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo está presente no dia a dia da população e não ficaria de fora dos arraiás. As cultivares do Instituto Agronômico (IAC) de milho canjica IAC 3330, milho verde IAC, 8053, amendoim IAC Top Verde, as cultivares de arroz IAC 108 e a IAC 109, a cultivar de uva IAC (138-22) Máximo e todas as variedades de cana-de-açúcar IAC podem ser usadas na preparação de inúmeros pratos.

Um dos produtos queridinhos nesse período é o amendoim. São Paulo produz 80% do amendoim nacional e as cultivares IAC ocupam cerca de 70% dessas lavouras. Agora o Instituto tem sua primeira cultivar na linha de alta resistência que dispensa o controle químico. “A IAC Top Verde é o início de uma sequência para aproveitarmos essa resistência, que veio de uma espécie silvestre”, afirma o pesquisador do IAC, Ignácio José de Godoy. A IAC Top Verde tem grãos de pele vermelha e tamanho pequeno a médio. A nova cultivar desenvolvida pelo IAC tem alta resistência a doenças foliares, possibilitando o cultivo sem uso de fungicida. Neste caso, a produtividade da IAC Top Verde é de até 5.000 quilos por hectare, resultado superior ao obtido por todos os amendoins de pele vermelha existentes atualmente.

A estrela gastronômica nesse período também é o milho. A cultivar canjica IAC 3330 tem grãos de cor laranja forte, o que indica maior teor de caroteno. Se consumido como canjica, essa característica beneficia a saúde humana por ser precursora da vitamina A. O pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki, explica que testes na indústria mostraram que a IAC 3330 apresenta excelente rendimento de canjica, além de maior teor de óleo nos grãos. “Esse óleo é um subproduto da canjica”, diz.

A IAC 3330 é indicada para pequenos e médios agricultores. Segundo Sawazaki, nos últimos anos tem ocorrido epidemia do complexo do enfezamento, transmitida pelo inseto cigarrinha. A IAC 3330 tem resistência moderada a essa virose. “Na ocorrência dessa virose, a IAC 3330 sofre menor dano e reduz a perda, isto é, ela produz mais mesmo sob ataque do complexo do enfezamento”, explica. O híbrido tem também boa resistência a importantes doenças do milho, como cercospora e a feosferia.

Entre seus destaques está o potencial produtivo, que nos experimentos regionais de verão, feitos em São Paulo em 2018, alcançou 6.581 quilos por hectare, na região Norte/Oeste, 7.164 quilos por hectare, na região Centro e 9.100 quilos por hectare, na região Sul. O IAC 3330 pode ser cultivado nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e no norte do Paraná.

Outro híbrido de milho é o IAC 8053, um dos mais produtivos já desenvolvidos pelo Instituto Agronômico. Ele pode atingir 9.000 quilos por hectare de grãos secos ou 150 sacas por hectare. O IAC 8053 pode ser destinado à produção de grãos para ração e para milho verde. Os atributos da espiga são ideais para uso na culinária. Os grãos são grandes, cor amarelo claro, espigas grandes, com fileiras retas que facilitam a retirada do cabelo e casca fina. Apresenta boa tolerância às principais doenças foliares e viroses.

Para o preparo do arroz doce, as cultivares de arroz IAC 108 e a IAC 109 podem ser utilizadas. Esses materiais são do tipo agulhinha, que agradam aos consumidores por terem grãos mais soltos e macios, tanto na forma integral como na brunida. O potencial produtivo médio da IAC 108 é de 6.421 quilos, por hectare, e o da IAC 109 é de 6.238 quilos, por hectare. Esses resultados superam o potencial dos materiais usados comparativamente na pesquisa.

O porte ereto das plantas também beneficia a cultura, por permitir maior entrada de luz solar, melhorando a fotossíntese, além de proporcionar o plantio com menor espaçamento entre as plantas. A IAC 108 e a IAC 109 podem ser plantadas do início de agosto a meados de janeiro, em área inundada. Esta é considerada uma ampla janela de plantio, segundo o pesquisador Omar Vieira Villela, do Polo Regional do Vale do Paraíba. Essas cultivares são resistentes à brusone, a principal doença do arrozal. A IAC 108 tem maturação média de 125 dias e a IAC 109, de 120 dias.

Para os amantes do vinho quente, a cultivar IAC (138-22) Máximo pode ser encontrada nos vinhos das regiões leste e sudoeste do estado de São Paulo. A variedade é resultado do cruzamento entre Seibel 11342 e Syrah. O pesquisador do IAC, José Luiz Hernandes, afirma que ela possui a reputação de ser a melhor entre as variedades lançadas pelo Instituto Agronômico para a elaboração de vinhos tintos.

Agora, se o vinho quente não ajudou a aquecer, a outra opção é o quentão. A Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Jaú do IAC realiza cursos de preparação de cachaça e concursos das melhores bebidas. Entre os critérios de análise dos jurados na última edição estavam os aspectos visuais, como limpeza, cor e viscosidade; olfativas, tais como teor alcoólico, natureza e acabamento; gustativas, como corpo, acidez e álcool e também de qualidade, como retrogosto, harmonia e personalidade. Além de apoiar os produtores com conceitos técnicos da produção da bebida, os produtores também podem contar com as variedades de cana-de-açúcar IAC. A pesquisadora do IAC, Gabriela Aferri, afirma que para produção de cachaça, todas as variedades IAC são boas. “No açúcar mascavo é possível ver a diferença das cultivares pela cor do produto”, diz a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). De acordo com o Instituto Brasileiro de Cachaça – IBRAC, o Brasil possui uma capacidade instalada de produção de Cachaça de 1,2 bilhão de litros / ano.

 

IAC celebra 132 anos no próximo dia 27, em Campinas

O Instituto Agronômico (IAC) celebra, no dia 27 de junho de 2019, 132 anos de existência com várias conquistas recentes. A comemoração será na fazenda Santa Elisa do IAC, em Campinas, a partir das 10h. No último ano, o IAC registrou oito novas cultivares de várias espécies, incluindo milho, batata, cana-de-açúcar, sorgo e citros.

Em cada aniversário, o IAC homenageia um pesquisador científico e um funcionário de apoio por suas contribuições à pesquisa. Neste ano, serão agraciados com o Prêmio IAC 2019 Eduardo Sawazaki, pesquisador responsável pelo desenvolvimento de cultivares de milho e sorgo. O funcionário que será premiado é Carlos Aparecido Fernandes, que atua na área de grãos e fibras do IAC, há 28 anos. O Prêmio IAC também será entregue ao produtor rural Produtor Rural, Esdras Pinto Vilhena.

Este ano também será feita uma homenagem especial a dois servidores pelo tempo de dedicação ao IAC — Iolanda Lurdes da Silva Sousa e José Aparecido Nogueira estão no Instituto há 57 anos.

SERVIÇO: Comemoração 132 anos do Instituto Agronômico (IAC)

Data: 27 de junho de 2019

Horário: 10h

Local: Centro Experimental de Campinas “Fazenda Santa Elisa” – IAC (Capela), Av. Theodureto de Almeida Camargo, 1.500, Campinas (SP)

 

 

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