Agronegócio

Imagens térmicas: nova era da Agricultura 4.0 promete ampliar participação agro no PIB nacional

A Agricultura 4.0 já é realidade no Brasil. As imagens térmicas trazem ao produtor rural a possibilidade de identificar, de forma antecipada, anomalias na plantação e agir preventivamente para elevação da rentabilidade da lavoura.Em 24 horas, o agricultor tem acesso a todas informações, permitindo ver o estresse das plantas semanas antes do possível com qualquer outra ferramenta.

Assim como a moderníssima chamada Indústria 4.0 é tida como a quarta revolução industrial ainda por vir, caracterizada pela comunicação cada vez mais direta entre máquinas e equipamentos digitais, a Agricultura 4.0 também se caracterizará pelo grande suporte da onda de digitalização que o Mundo está vivendo, e promete ampliar a participação agro no Produto Interno Bruto nacional, que hoje já representa quase um quarto do PIB – cerca de US$ 450 bilhões.

A Agricultura 4.0 facilita a visão e execução de “Lavouras Inteligentes”, onde os sistemas ciberfísicos monitoram os processos, escaneiam e criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Assim, com a internet das coisas (comunicação e troca de dados entre equipamentos), os sistemas ciberfísicos comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, os quais acessam as informações e são impelidos a tomarem decisões e ações sobre os diagnósticos da lavoura.

Nesse contexto de “Lavouras Inteligentes”, cresce em importância a utilização de imagens térmicas – ou termais – capazes de se comunicar com equipamentos em terra e com o homem do campo, oferecendo diagnósticos precisos sobre a sanidade de cada planta de uma lavoura, preservando a sua produtividade e, por consequência, ampliando a lucratividade do agronegócio.

Por ser um mundo ainda novo em termos de Agricultura 4.0, não existem dados precisos sobre o crescimento desse tipo de tecnologia no campo, mas estima-se que esse mercado mundial movimentará US$ 116 bilhões até 2020 no mundo. E o uso das imagens térmicas também cresce rumo à Agricultura 4.0 no Brasil.

Imagens térmicas no agronegócio

Talvez a ferramenta mais exponencial dessa nova Agricultura 4.0, a utilização cada vez mais difundida de imagens térmicas proporciona a perfeita conexão de máquinas, tecnologia, pessoas e inteligência para executar operações agrícolas de forma eficiente.

Essa nova Agricultura 4.0 possibilita ao agricultor melhorar a rentabilidade da lavoura de forma sustentável, pois lhe permite aplicar o elemento correto, no lugar correto, na medida correta, na forma correta e, principalmente, no tempo correto.

As imagens térmicas oferecem ao produtor acesso a uma visão macro de toda a lavoura e, ao mesmo tempo, informações micro sobre a sanidade de cada planta especificamente, diagnosticando, em tempo hábil, tanto as áreas que apresentam menor produtividade devido a problemas como pragas, doenças ou déficit hídrico, quanto as regiões onde a produtividade é superior.

Assim, o produtor fica “na cara do gol” para proporcionar a cada planta o tratamento customizado e adequado, capaz de extrair dela o máximo de sua produtividade.

Explicação técnica

Se você é um Engenheiro Agrônomo e quer detalhes técnicos, ou é simplesmente um curioso para saber, afinal, como uma simples imagem térmica oferece tantas e tão precisas informações sobre a sanidade da lavoura, senta que aí vem a explicação técnica.

Conversamos com um dos pioneiros da Agricultura 4.0 no Brasil, o engenheiro agrônomo Lucas Rozas, da AirScout Brasil, e ele explica que “as câmeras térmicas captam dados de uma banda espectral bem específica, denominada Infravermelho Termal. Essa banda consegue identificar irradiâncias pela superfície dos objetos capturados, ou seja, o calor emitido pelos mesmos”.

Conforme detalha Rozas, “a reflectância da planta, na faixa do infravermelho, atinge seu máximo devido ao espalhamento da energia infravermelha no mesófilo foliar – paredes celulares. Essa alta reflectância está relacionada com a fisiologia da folha e varia com a umidade presente na sua estrutura celular”.

“Dessa forma, dados captados na faixa do espectro infravermelho termal auxiliam na indicação dos estágios de desenvolvimento: sanidade vegetal e estresse hídrico, além da presença de doenças e pragas, quando estas alteram a fisiologia da mesma”, explica.

Ainda segundo Rozas, “as diferentes temperaturas emitidas por uma planta estão associadas à abertura e fechamento dos estômatos presentes nas estruturas folheares, que são os responsáveis pelas trocas gasosas, regulação da entrada de CO2 (fotossíntese) e liberação de H2O (transpiração) + O2 na forma de vapor”.

Assim, “em determinadas situações de estresse, sejam eles de fator abiótico ou biótico, os estômatos se fecham interrompendo esse fluxo de água, afetando a regulação de temperatura e, consequentemente, causam um aumento gradativo na estrutura foliar. Câmeras térmicas de alta sensibilidade são capazes de identificar essas variações”, conclui Rozas.

Imagens térmicas na Agricultura 4.0 já são realidade no Brasil

A tecnologia de escaneamento da lavoura está disponível para o agronegócio brasileiro através da AirScout Brasil. 24 horas após as imagens térmicas serem captadas, o agricultor tem acesso a todas informações, permitindo ver o estresse das plantas semanas antes do possível com qualquer outra ferramenta, garantindo mais rentabilidade para a lavoura.

AirScout é a mais moderna ferramenta proativa de gerenciamento de produtividade e qualidade de lavouras. AirScout é uma tecnologia norte-americana que envia ao produtor imagens recém-tiradas a cada duas semanas, ou à sua demanda, as quais podem ser usadas como um guia de referência, que mostram onde a saúde da planta pode estar prejudicada por condições externas, como pragas ou doenças, permitindo ao agricultor agir rapidamente a qualquer anomalia no campo, garantindo menos perdas e maior lucratividade na safra.

Isso é possível através da captação de imagens aéreas e do processamento de dados relativos à lavoura a partir de fotografias multiespectrais, térmicas e digitais, em que o produtor terá as melhores condições de analisar e identificar com precisão pontos ou áreas que tenham problemas quanto a pragas, doenças, irrigação, adubação, fertilização, erosão do solo, e análise ambiental.


Website: http://airscout.com.br/tecnologia/

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