(iStock.com/Leila Melhado)
Os contratos futuros do milho dispararam na bolsa de Chicago para máximas de três anos nesta segunda-feira, depois que uma expedição técnica à região produtora de milho e soja dos EUA na semana passada revelou que a safra do cereal do país estava em condições piores do que muitos esperavam.
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O trigo atingiu seu maior nível em cerca de dois anos, à medida que as retaliações mútuas entre a Rússia e a Ucrânia restringiram as exportações dos portos do Mar Negro, embora os futuros tenham reduzido os ganhos no final do pregão.
A soja caiu, pressionada pela queda do petróleo, mas as perdas foram limitadas pela forte demanda de exportação pela soja norte-americana.
O contrato de milho mais negociado fechou com alta de 7 centavos, a US$5,155, após atingir US$5,2525 por bushel, a maior cotação desde 2023. A maioria dos contratos de milho registrou máximas históricas.
“O mercado noturno disparou com a divulgação na sexta-feira, que saiu após o fechamento do pregão”, disse Joe Davis, diretor de vendas de commodities da Futures International.
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A consultoria Pro Farmer estimou na sexta-feira que a produção de milho dos EUA em 2026 ficará bem abaixo das previsões do governo, após uma visita a sete dos principais Estados produtores ter constatado safras abaixo do esperado, prejudicadas pelo clima adverso do verão.
A Pro Farmer projetou que os agricultores colheriam uma safra de milho de 15,344 bilhões de bushels, uma queda de 9,9% em relação a 2025, mas ainda assim a terceira maior já registrada, com um rendimento médio de 173,2 bushels por acre. A estimativa da Pro Farmer para os EUA, se concretizada, seria a mais baixa desde 2020.
“As pessoas ficaram chocadas ao ver esse número”, disse Davis.
Os operadores também estão cautelosos quanto à possibilidade de que o fenômeno climático El Niño reduza a produção de milho no Brasil e estão apreensivos quanto à capacidade de exportação da Ucrânia, segundo analistas.
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O trigo fechou com alta de 0,25 centavo, a US$6,995 o bushel, reduzindo os ganhos após atingir a maior cotação em cerca de dois anos. A soja encerrou com queda de 15,25 centavos, a US$12,2425 o bushel.
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