Ler o resumo da matéria
A Nvidia está costurando um financiamento de US$ 500 bilhões com um consórcio formado por Apollo, Blackstone, BlackRock, Brookfield, Goldman Sachs e KKR, segundo o Financial Times. O anúncio pode sair ainda nesta segunda-feira, 10.
Os recursos vão bancar tanto a expansão da própria Nvidia quanto clientes que compram suas GPUs, base da maioria dos modelos de IA nos EUA — um dos esforços de captação mais ambiciosos já vistos em Wall Street. A fabricante de chips já vinha ajudando parceiros a levantar dívida no mercado de capitais. Separadamente, negociava uma garantia bilionária para um data center de 10 GW no Ohio, alugado à OpenAI.
Em teleconferência no início de agosto, o presidente da Apollo, Jim Zelter, estimou em mais de US$ 8 trilhões o capital necessário para a expansão da infraestrutura de IA. Fundos de infraestrutura privada levantaram recorde de US$ 221 bi em 2025, diz o Goldman Sachs, que soma US$ 3,8 tri em ativos — mas alerta para riscos de concentração no crédito.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Nvidia está costurando um financiamento de US$ 500 bilhões com um consórcio de investidores formado por Apollo, Blackstone, BlackRock, Brookfield, Goldman Sachs e KKR, segundo reportagem do Financial Times. A operação, ainda de acordo com o jornal britânico, pode ser anunciada nas próximas horas.
Os recursos serão usados tanto para expandir a própria operação da Nvidia quanto para financiar clientes que compram seus processadores gráficos (GPUs), base da maioria dos grandes modelos de IA em operação nos Estados Unidos.
A operação é um dos esforços de captação mais ambiciosos já vistos em Wall Street, reflexo da escalada de capital que a expansão da infraestrutura de inteligência artificial vem exigindo do mercado financeiro global.
A Nvidia já vinha exercendo esse papel de financiadora do ecossistema de IA antes mesmo desse pacote, dando apoio financeiro para ajudar parceiros a levantar dívida no mercado de capitais.
Separadamente, segundo uma fonte a par do assunto ouvida pelo FT, a empresa estava em negociações para conceder uma garantia bilionária a um projeto de data center de 10 gigawatts no Ohio, alugado à OpenAI.
Em teleconferência de resultados no início de agosto, Jim Zelter, presidente da Apollo, disse que o volume de capital necessário para sustentar a expansão da infraestrutura de IA é inédito e há uma oportunidade histórica para o capital privado atuar ao lado do capital público nesse financiamento. Sua estimativa é de um investimento necessário de mais de US$ 8 trilhões.
No ano passado, fundos de infraestrutura privada levantaram um recorde de US$ 221 bilhões, segundo relatório do Goldman Sachs. Somados aos fundos de real estate privados — outra frente que vem financiando data centers —, o total sob gestão nas duas categorias já chega a US$ 3,8 trilhões, com US$ 1 trilhão ainda não investido, à espera de oportunidades.
Para o Goldman Sachs, esse tipo de capital privado deve ganhar peso crescente porque as próprias hyperscalers (as gigantes de tecnologia) devem gastar mais de US$ 5 trilhões até 2030 só com IA e data centers.
Apesar das oportunidades nessa frente, o próprio relatório do Goldman Sachs alertou para o risco de concentração.
“Esperamos que a saturação do mercado de crédito líquido e as restrições de concentração de emissores se tornem um pouco mais restritivas nos próximos anos”, afirma o paper assinado por Amanda Lynam, estrategista-chefe de crédito do Goldman Sachs Research.
Com valor de mercado de US$ 5,3 trilhões, a ação da Nvidia acumula alta de 31,05% neste ano.




