26.1 C
São Paulo
quarta-feira, agosto 5, 2026

Tenda (TEND3) quer acelerar vendas após elevar preços para preservar margens; inadimplência segue no radar – Money Times

DEVE LER



Tenda (TEND3) quer acelerar vendas após elevar preços para preservar margens; inadimplência segue no radar (Foto: Divulgação)

Depois de priorizar o aumento dos preços das unidades para preservar margem e rentabilidade, a Tenda (TEND3) pretende acelerar o ritmo de comercialização no segundo semestre de 2026 (2S26).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em teleconferência realizada nesta quarta-feira (5), o CFO da construtora, Luiz Maurício Garcia, afirmou que a companhia quer elevar novamente a velocidade de vendas (VSO) para pelo menos 25%, ante os 24,4% registrados entre abril e junho.

Segundo o executivo, a desaceleração observada no período já era esperada e foi consequência da estratégia adotada pela companhia para recompor preços diante da pressão de custos observada principalmente entre março e abril.

De fato, o preço médio das vendas brutas da Tenda chegou a R$ 241,8 mil no 2T26, um crescimento 10,9% em relação ao observado no mesmo intervalo de 2025.

“A venda do segundo trimestre teve uma queda de VSO já esperada em função da estratégia de aumento de preço”, afirmou Garcia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Mas, indo para o segundo semestre, nosso objetivo é tentar trazer esse VSO para o patamar de pelo menos 25%, dentro daquele range apontado como ideal”, acrescentou.

“Com o cenário de risco inflacionário dissipado, o foco passa a ser recuperar o ritmo [de comercialização] sem abrir mão da rentabilidade conquistada.”

Qualidade das vendas

O CFO destacou que o aumento dos preços não ocorreu apenas nos valores nominais dos imóveis, mas também no chamado preço raso, indicador que desconsidera efeitos como descontos e incentivos comerciais.

De acordo com ele, esse indicador avançou cerca de 7% no segundo trimestre, reforçando que o reajuste refletiu uma melhora efetiva na precificação dos empreendimentos.

“O importante foi o aumento do preço raso. Isso mostra a qualidade desse ganho de valor.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O executivo também atribuiu o desempenho operacional da companhia à combinação entre uma postura mais conservadora na projeção da inflação dos custos, adotada desde o fim de 2024, e ganhos de eficiência na construção.

Segundo Garcia, a Tenda voltou a registrar eficiência recorde na execução das obras, alcançando 99% de aproveitamento dos jogos de formas, contra 94,1% no 2T25.

Inadimplência segue no radar

Um ponto de atenção que a companhia segue monitorando de perto é o aumento da inadimplência das famílias de menor renda, tema relevante diante do foco em habitação popular e do tamanho da carteira de recebíveis da construtora.

“Do ponto de vista macro, o aumento do endividamento, somado aos juros elevados, implica em um maior risco de inadimplência, nos levando a aumentar os patamares de provisão para devedores duvidosos (PDD)”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De fato, a PDD da empresa passou de 1,8% da receita operacional bruta no primeiro semestre de 2025 para 2,7% no primeiro semestre de 2026, em um movimento que, segundo a Tenda, já está integralmente refletido nas demonstrações financeiras. Para os próximos trimestres, a expectativa é de estabilização desse indicador em torno de 3%.

“Estamos assumindo que esse impacto deve estabilizar em torno de 3% da receita no curto prazo. Não esperamos uma queda desse patamar neste momento”, disse o CFO.

Diante desse cenário, a construtora afirmou que pretende reduzir gradualmente a exposição ao pró-soluto pós-chaves (TCD) — modalidade em que parte do valor do imóvel continua sendo financiada diretamente pela construtora após a entrega das chaves.

“Seguimos com uma gestão ativa do tema, tanto do ponto de vista de cobrança quanto do ajuste das nossas políticas de crédito, e, com os ganhos de preço já executados, esperamos uma redução do TCD ao longo do segundo semestre, sem impactar nossas margens.”

Tenda (TEND3): Ações disparam 9%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No pregão desta quarta-feira (5), as ações da construtora operam em forte alta na bolsa de valores. Por volta das 15h20 (de Brasília), os papéis avançavam 5,9%, negociados a R$ 33,74. Mais cedo, chegaram a saltar 9%.

Entre abril e julho, a Tenda reportou lucro líquido consolidado de R$ 179 milhões, queda de 12,2% sobre o mesmo período de 2025, mas acima do esperado pelo mercado.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 275,2 milhões, 65% maior ao registrado um ano antes.

Analistas esperavam, em média, lucro líquido de R$ 134,5 milhões e Ebitda de R$ 213 milhões, segundo dados da LSEG.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os lançamentos consolidados da construtora somaram R$ 1,77 bilhão no 2T26, o que representou avanço de 59,1% frente ao 2T25. Já as vendas líquidas subiram 17,2%, a R$ 1,4 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE



Fonte Link

- Publicidade -spot_img

Mais Artigos

- Publicidade -spot_img

Último Artigo