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segunda-feira, julho 27, 2026

AVIN explica por que corrida da IA pode impulsionar WEG

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As ações da WEG acumulam queda de aproximadamente 20% desde dezembro de 2024. Mas, para Heitor De Nicola, especialista em renda variável da AVIN, o recuo reflete mais uma mudança de conjuntura do que um problema estrutural da fabricante de motores e equipamentos elétricos.

Em entrevista ao Janela de Mercado, ele afirmou que o desempenho foi pressionado pela base de comparação elevada, pela valorização do real — cerca de 60% da receita vem do exterior — e pelos juros altos no Brasil, que reduziram os investimentos da indústria. Agora, porém, De Nicola enxerga uma virada de ciclo sustentada pela eletrificação da economia.

Segundo ele, a WEG está posicionada em mercados que devem receber investimentos crescentes, como redes elétricas, energias renováveis, data centers e inteligência artificial. A construção dessa infraestrutura exige transformadores, sistemas de refrigeração e motores, áreas nas quais a companhia ampliou sua capacidade produtiva nos últimos anos.

“Não foi a WEG que caminhou até o mercado de inteligência artificial. Foi o mercado de inteligência artificial que caminhou para onde a WEG está posicionada”, afirma De Nicola.

A reestruturação de concorrentes também pode abrir espaço para ganhos de participação no mercado de motores industriais. Com novas fábricas previstas para entrar em operação no início de 2027, o analista vê uma combinação favorável entre demanda elevada e oferta limitada.

“É como se a WEG estivesse vendendo as picaretas para essa nova corrida do ouro”, diz.

De acordo com relatório do BTG, banco de investimentos ao qual a assessoria AVIN é associada, o preço-alvo para WEGE3 é de R$ 65, o que representa um potencial de valorização próximo de 40% sobre o patamar de R$ 45 registrado na última semana.



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