As ações da Vibra (VBBR3) e da Gerdau (GGBR4) chegam a uma região decisiva no gráfico. Após acumularem altas de 41,16% e 18,90% em 2026, respectivamente, os dois papéis negociam próximos de suas máximas históricas e permanecem entre as ações que apresentam estruturas técnicas favoráveis no médio prazo.
A proximidade dos recordes reforça a presença dos compradores, mas também exige maior cautela. Depois de movimentos expressivos, as ações podem enfrentar realização de lucros, consolidação ou maior dificuldade para romper as resistências. Por outro lado, a superação dos topos, principalmente acompanhada por aumento de volume, poderá abrir caminho para novas faixas de preço.
Outro fator que pode elevar a volatilidade são os próximos balanços corporativos. A Gerdau tem divulgação dos resultados do segundo trimestre prevista para 4 de agosto, enquanto a Vibra deve apresentar seus números em 14 de agosto. Esses eventos podem acelerar movimentos de alta ou provocar correções, dependendo da reação do mercado aos resultados e às perspectivas apresentadas pelas companhias.
Nesse cenário, observo que os dois ativos continuam tecnicamente positivos, mas apresentam estágios diferentes dentro de suas tendências. A Vibra mostra um movimento comprador mais intenso e também mais esticado. Já a Gerdau se aproxima do topo com indicadores mais equilibrados.
Análise técnica Vibra (VBBR3)
As ações da Vibra acumulam valorização de 41,16% em 2026 e seguem próximas da máxima histórica, renovada recentemente. A tendência permanece amplamente favorável aos compradores, embora o avanço acelerado das últimas semanas aumente a possibilidade de correções ou períodos de consolidação.
Nesta semana, VBBR3 registra leve baixa, após completar quatro semanas consecutivas de valorização. Caso consiga se recuperar até o encerramento do período, poderá confirmar a quinta alta semanal seguida, reforçando a força do fluxo comprador.
No gráfico semanal, observo que o papel negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente posicionadas em R$ 32,19 e R$ 31,26, respectivamente. Enquanto permanecer acima dessa faixa, a estrutura principal de alta continuará preservada.
O ponto decisivo para a continuidade do movimento está na máxima histórica de R$ 35,18. O rompimento dessa região poderá renovar o fôlego comprador e abrir espaço inicialmente para R$ 36,55 e R$ 38,45. Em uma extensão da tendência, os próximos objetivos aparecem em R$ 45,50 e R$ 46,40.
Apesar do viés positivo, o afastamento das médias móveis mostra que o ativo está mais esticado. O IFR de 14 períodos está em 69,05 pontos, ainda fora da zona de sobrecompra, mas muito próximo desse limite. Isso não representa, isoladamente, um sinal de venda, mas reforça a possibilidade de acomodação antes de uma nova arrancada.
Uma correção ganharia maior consistência caso VBBR3 perdesse a região das médias e dos suportes em R$ 32,19 e R$ 31,26. Abaixo dessa faixa, o movimento poderia avançar em direção a R$ 27,21.
Na minha leitura, a Vibra mantém a estrutura técnica mais forte entre os dois papéis. O cenário permite novas máximas, mas a entrada próxima do topo exige atenção à confirmação do rompimento, ao volume e à proximidade da divulgação de resultados.
Suportes: R$ 32,19; R$ 31,26; R$ 27,21; R$ 22,25; R$ 20,20 e R$ 17,66.
Resistências: R$ 35,18; R$ 36,55; R$ 38,45; R$ 45,50 e R$ 46,40.
Confira nossas análises:
Análise técnica Gerdau (GGBR4)
As ações da Gerdau acumulam alta de 18,90% em 2026 e também negociam próximas da máxima histórica. O gráfico semanal mostra uma estrutura positiva no médio prazo, mas o papel ainda precisa romper uma resistência importante para confirmar a continuidade do movimento.
Nesta semana, GGBR4 apresenta leve baixa, após três semanas consecutivas de valorização. Uma recuperação até o fechamento poderá levar o ativo à quarta alta semanal seguida.
O papel permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, posicionadas em R$ 22,93 e R$ 21,64, respectivamente. Essa configuração mantém o viés comprador e mostra que eventuais correções ainda podem ser consideradas movimentos naturais dentro da tendência principal.

A principal resistência está na máxima histórica de R$ 24,65. Caso supere esse nível com consistência e volume comprador, GGBR4 poderá ganhar força em direção a R$ 25,45 e R$ 26,60. Acima dessas faixas, os próximos alvos estão projetados em R$ 28,50, R$ 30,00 e R$ 31,55.
O IFR de 14 períodos está em 61,37 pontos, em região neutra e sem indicar sobrecompra. Em comparação com a Vibra, a Gerdau apresenta uma configuração menos esticada, o que pode favorecer a continuidade da alta caso ocorra o rompimento da máxima.
No cenário contrário, uma correção mais relevante dependerá da perda da faixa entre R$ 22,93 e R$ 21,64. Abaixo dessa região, a pressão vendedora poderá aumentar, com possibilidade de busca pelos suportes em R$ 20,49 e R$ 18,13.
Mantenho uma leitura positiva para GGBR4 no médio prazo. O ativo apresenta espaço técnico para renovar máximas, mas o rompimento de R$ 24,65 será fundamental para confirmar uma nova etapa da tendência. A proximidade do resultado trimestral também pode aumentar a volatilidade do papel.
Suportes: R$ 22,93; R$ 21,64; R$ 20,49; R$ 18,13; R$ 16,66 e R$ 15,15.
Resistências: R$ 24,65; R$ 25,45; R$ 26,60; R$ 28,50; R$ 30,00 e R$ 31,55.
Qual ação apresenta o melhor momento técnico?
A Vibra apresenta maior força compradora, mas também está mais próxima da sobrecompra e mais afastada de suas médias móveis. A Gerdau, por sua vez, registra valorização menos intensa e mantém indicadores mais equilibrados, embora ainda precise superar uma resistência histórica decisiva.
Nos dois casos, a tendência permanece de alta e permite a busca por novas máximas. A confirmação, porém, dependerá do rompimento dos respectivos topos, preferencialmente acompanhado por aumento de volume.
Até que isso aconteça, correções e consolidações devem ser consideradas movimentos normais. Além dos pontos gráficos, os investidores precisarão acompanhar os resultados trimestrais, que podem funcionar como catalisadores importantes para a definição dos próximos movimentos de VBBR3 e GGBR4.
(Rodrigo Paz é analista técnico)




