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quarta-feira, julho 1, 2026

Projeto de Damares Alves avança contra catfishing no Brasil após relator citar ameaças com criptomoedas

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O projeto de lei 675/2025 da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) avançou nesta última terça-feira (30/06) no senado federal para combater as fraudes na internet. A proposta sugere a criação do crime de falsa identidade digital com alertas diretos para os golpes perigosos com bitcoin e outras criptomoedas.

A medida sugere punições duras para os autores de fraudes na internet do país. Um infrator primário, por exemplo, pode sofrer pena de reclusão de um a cinco anos com cobrança de multa em dinheiro para ressarcir os cofres públicos.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) atuou na função de relator do assunto na Comissão de Segurança Pública (CSP).

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Damares Alves justificou o pedido com base nas falhas graves das regras penais em vigor no território nacional neste momento. “A omissão legislativa ou a falta de clareza na tipificação dessas condutas têm permitido que criminosos escapem da responsabilização. Vítimas e famílias acabam desamparadas e expostas a graves consequências sociais e emocionais“, disse a senadora pedindo aprovação do texto.

Perfis falsos criados para lesar terceiros causam danos irreparáveis na mente das pessoas afetadas pelos estelionatários.

A prática criminosa expõe famílias inteiras a um cenário de fraudes financeiras sem qualquer tipo de amparo do estado para recuperação do dinheiro.

Ações de criar uma identidade falsa para enganar cidadãos inocentes recebem o nome de catfishing no mundo cibernético.

O relator na Valério destacou os enormes prejuízos das extorsões no documento distribuído para os outros senadores da CSP presentes na sessão.

Os motivos para o catfishing variam desde a busca por atenção até crimes graves como golpes financeiros em criptomoedas. Essa prática acarreta impactos na saúde mental das vítimas com episódios repetidos de raiva e medo.

Todo o texto original estipula causas de aumento de pena de um terço ao dobro para situações com características de agravantes. As qualificadoras do crime devem elevar a punição base para quatro a oito anos de prisão em regime inicial fechado.

Golpistas roubam informações pessoais compartilhadas pelas vítimas para realizar chantagens pesadas com fotos íntimas, mas o projeto que quer criminalizar a prática avança no Senado.

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