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quarta-feira, julho 29, 2026

Watch TV projeta alta de 46% e reforça estrutura para a Copa do Mundo

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A proximidade do principal torneio de futebol do planeta está impulsionando investimentos em tecnologia e infraestrutura no setor de streaming. De olho no crescimento acelerado do consumo de conteúdo pela internet, a Watch TV estima expandir sua operação em 46% em 2026 e alcançar a MARCA de 10 milhões de reproduções ao longo da competição.

O planejamento da companhia ocorre em um cenário de transformação dos hábitos de audiência. Dados da Kantar IBOPE Media indicam que 31% do público já migrou para plataformas de streaming, enquanto 45% dos consumidores utilizam o smartphone como segunda tela durante transmissões esportivas. Esse comportamento elevou a exigência por estabilidade, velocidade e qualidade na entrega de conteúdo.

Para atender a essa demanda, a empresa concentrou esforços na redução da latência das transmissões, um dos principais desafios do ambiente digital. Segundo a Watch TV, o tempo de atraso do sinal foi reduzido em 60% por meio de ajustes em protocolos de transmissão, aplicativos e no player utilizado pela plataforma.

“O streaming não pode ser o lugar onde o gol chega com atraso. Em um mercado de atenção disputada, a latência é o maior motor de churn tecnológico”, afirmou Maurício Almeida, presidente da Watch TV.

A expansão da operação também foi sustentada pelo fortalecimento da rede de parceiros. Entre 2025 e 2026, a companhia ampliou em mais de 62% sua base de provedores de internet associados, alcançando presença em cerca de 4.500 municípios brasileiros e cobertura em todos os estados do país. A campanha Seleção Watch deverá representar aproximadamente 40% de toda a atividade anual da empresa.

Para suportar o aumento esperado de acessos simultâneos durante os jogos, a plataforma investiu em uma estrutura baseada em alta disponibilidade e escalabilidade. O ambiente tecnológico opera a partir de dois data centers independentes, com redundância integral e mecanismos automáticos de recuperação em caso de falhas.

A companhia também reforçou suas camadas de proteção contra ataques cibernéticos, especialmente os ataques distribuídos de negação de serviço, conhecidos como DDoS, que costumam aumentar em períodos de grandes transmissões ao vivo. Outro recurso incorporado foi a integração de estatísticas esportivas em tempo real diretamente na interface do aplicativo, permitindo que o usuário acompanhe dados da partida sem interromper a exibição do jogo.

Além do mercado brasileiro, a Watch TV busca ampliar sua atuação internacional. Com escritórios recém-inaugurados em Lisboa e Miami, a empresa pretende levar para outros países seu modelo de agregação de conteúdo, que reúne serviços de streaming, canais lineares e grandes estúdios em uma única plataforma.

Criada em 2018, a Watch TV atua como um hub de conteúdo voltado para provedores de internet, oferecendo acesso a filmes, séries, canais ao vivo, eventos esportivos e serviços de áudio. Atualmente, a plataforma reúne conteúdos de grupos como Globo, HBO Max, ESPN, Telecine, Premiere e Combate, além da plataforma de áudio Awdio, alcançando milhões de usuários em todo o território nacional.

Combate à pirataria

O calendário esportivo de 2026 também acende o alerta para o crescimento das transmissões ilegais. Informações da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que a pirataria audiovisual provoca perdas anuais estimadas em R$ 15 bilhões no Brasil. O país registra ainda cerca de 8 milhões de usuários de serviços de IPTV sem licenciamento.

Presidente da Watch TV e líder do Conselho Antipirataria da Associação Brasileira de OTTs e Streamings (ABOTTS), Maurício Almeida afirma que os riscos vão além da violação de direitos autorais.

“O usuário que busca um atalho para acompanhar os jogos através de aplicativos de fontes desconhecidas ou sites não oficiais está, na prática, abrindo uma porta dos fundos em sua rede Wi-Fi. Esses softwares ilegais frequentemente contêm scripts maliciosos que podem monitorar o tráfego de dados do dispositivo, capturando desde credenciais de redes sociais até senhas de aplicativos bancários”, alertou.

De acordo com o executivo, a diferença entre plataformas licenciadas e serviços piratas também se reflete na qualidade técnica da transmissão. Enquanto empresas regularizadas utilizam redes de distribuição de conteúdo para otimizar a entrega do sinal, estruturas ilegais operam sem mecanismos adequados de gerenciamento de tráfego, o que pode gerar instabilidade e travamentos.

“Existe uma diferença técnica abissal. O sinal ilegal não possui otimização. Ele consome banda de forma desordenada e sobrecarrega os provedores de internet, resultando em falhas justamente nos momentos de maior audiência. O risco de exposição de dados se soma a uma experiência muito inferior para o consumidor”, afirmou Almeida.






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