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A IG4 Capital e a Macquarie Asset Management fecharam acordo para vender o controle da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), operadora de terminais de grãos e açúcar nos portos de Santos e Itaqui, à AD Ports Group, de Abu Dhabi. Avaliada em US$ 835 milhões, a transação é a maior já feita pelo grupo e MARCA sua entrada no Brasil e na América Latina. O negócio ainda depende de aprovações do Cade e da Antaq.
Com a aquisição, a AD Ports passa a controlar também, de forma indireta, a CLI Sul, da qual a CLI detém 80%. Em 2025, a companhia movimentou 17 milhões de toneladas de cargas agrícolas a granel, com receita de US$ 178 milhões e Ebitda de US$ 98 milhões.
A operação reforça a atuação da AD Ports em agrifood e busca aproveitar a relevância do Brasil nas exportações de açúcar, além da posição estratégica dos portos. O grupo planeja criar rotas ligando o Brasil ao Khalifa Port e ao Abu Dhabi Food Hub, nos Emirados Árabes Unidos, e a mercados como Índia, África Oriental e Sudeste Asiático.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A IG4 Capital e a Macquarie Asset Management fecharam acordo para vender o controle da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), operadora independente de terminais de grãos e açúcar nos portos de Santos (SP) e Itaqui (MA), para a AD Ports Group, de Abu Dhabi.
Com a operação, a AD Ports assume o controle da CLI e passa a deter, de forma indireta, o controle da CLI Sul, na qual a companhia brasileira possui participação de 80%. O negócio ainda depende de condições usuais de fechamento, incluindo aprovações do Cade e da Antaq.
A transação, avaliada em US$ 835 milhões, é a maior já realizada pela AD Ports Group, superando a compra da espanhola Noatum, em 2023, por US$ 720 milhões. A aquisição também MARCA a entrada da AD Ports no Brasil e na América Latina.
“A compra da CLI é um divisor de águas para a AD Ports Group. A transação amplia, pela primeira vez, a presença internacional do grupo para a América Latina e aprofunda nossa atuação crescente em agrifood, uma de nossas principais verticais”, afirmou, em comunicado, Mohamed Juma Al Shamisi, diretor-geral e CEO global da AD Ports Group.
Listada na Bolsa de Abu Dhabi, a AD Ports tem US$ 6,2 bilhões de valor de mercado e encerrou 2025 com cerca de US$ 5,7 bilhões de receita e Ebitda de aproximadamente US$ 1,4 bilhão.
O grupo, que é controlado pelo fundo soberano do governo de Abu Dhabi, opera 38 terminais e administra um amplo complexo de zonas econômicas em Abu Dhabi voltado à instalação de indústrias, operadores logísticos e empresas de comércio internacional.
“Um divisor de águas”
A expectativa da AD Ports é que os terminais da CLI mantenham níveis elevados de utilização no longo prazo, sustentados pelas restrições estruturais dos portos de Santos e Itaqui.
No caso de Santos, o grupo cita a capacidade limitada de expansão e o congestionamento crônico como fatores que devem reforçar a resiliência da demanda e dos preços.
A CLI movimentou 17 milhões de toneladas de cargas agrícolas a granel em 2025, registrando US$ 178 milhões de receita no ano e Ebitda de US$ 98 milhões.
A tese da compra passa pela participação do Brasil no comércio internacional de açúcar, em que responde por 40% a 50% do volume de exportações, mas também considera a posição estratégica dos portos brasileiros para a operação global da AD Ports.
A companhia planeja criar novas rotas comerciais ligando o Brasil ao Khalifa Port e ao Abu Dhabi Food Hub, nos Emirados Árabes Unidos, e utilizar a operação brasileira como um novo eixo comercial Leste-Oeste, conectando-se ao subcontinente indiano, à África Oriental e ao Sudeste Asiático.
A compra da CLI se soma a uma série de movimentos recentes da AD Ports em granéis agrícolas.
O grupo fechou, em dezembro, um acordo para desenvolver uma estrutura logística para produtos agrícolas no porto de Karachi, no Paquistão. Em janeiro, anunciou um investimento de cerca de US$ 30 milhões em um terminal de grãos no porto de Kuryk, no Cazaquistão.
Na transação, a AD Ports foi assessorada pelo BTG Pactual, enquanto IG4 e Macquarie tiveram o Citi como assessor financeiro.




