O México alcançou a quarta posição mundial em dois rankings divulgados pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) sobre o desempenho econômico do setor em 2025. O país foi o único representante da América Latina a aparecer simultaneamente entre os líderes em contribuição direta ao Produto Interno Bruto (PIB) e em gastos com viagens de lazer.
No levantamento que calcula a participação direta da atividade turística no PIB em valores absolutos, o mercado mexicano registrou US$ 149,4 bilhões. O resultado ficou atrás apenas dos Estados Unidos, com US$ 885,8 bilhões, da China, com US$ 434,8 bilhões, e da Alemanha, com US$ 202,9 bilhões.
A mesma colocação foi obtida na classificação referente às despesas com viagens de lazer. Nesse indicador, o México contabilizou US$ 237,9 bilhões em 2025, novamente superado somente pelas três maiores economias da lista.
Quintana Roo, onde estão destinos como Cancún e Riviera Maya, permanece como o principal polo turístico mexicano e teve participação importante nesse desempenho. Além da oferta consolidada de sol e praia, o estado tem recebido investimentos contínuos em conectividade e desenvolvido iniciativas de cooperação entre os setores público e privado.
O estudo também colocou o México na sexta posição entre os países das Américas com maior crescimento dos gastos de visitantes internacionais na comparação com 2019. A expansão foi de 1,7%, ligeiramente acima da média global de 1,5%.
Outros mercados da região, no entanto, avançaram de maneira mais expressiva no mesmo período. Cuba apresentou alta de 77,8%, seguida por Chile, com 47%, Colômbia, com 34,2%, República Dominicana, com 24,7%, e Brasil, com 20,9%. Para o WTTC, os números indicam que o México ainda dispõe de espaço para ampliar sua participação mediante a atração de novos investimentos.
“Estou certa de que estes novos rankings globais sobre o desempenho de viagens e turismo se tornarão uma referência para avaliar de forma efetiva o desempenho turístico em âmbito mundial”, afirmou Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC.
A organização também apresentou sete princípios considerados essenciais para estimular a entrada de capital na atividade turística. Entre as recomendações estão segurança jurídica, estabilidade regulatória, criação de uma central única com poder de decisão para acelerar projetos e adoção de uma estratégia capaz de alinhar governo, empresas, comunidades e investidores.
O conselho defende ainda incentivos fiscais e linhas de financiamento que aumentem a viabilidade dos empreendimentos. Outro ponto destacado é a necessidade de uma liderança visível por parte do chefe de Estado, com o objetivo de posicionar o turismo entre as prioridades nacionais.
A elaboração de planos estruturados para os destinos, acompanhados por uma carteira clara de projetos, também integra as orientações. Segundo o WTTC, a confiança dos investidores depende ainda do crescimento consistente da demanda, apoiado por conectividade, condições demográficas favoráveis e disponibilidade de profissionais qualificados.
As perspectivas da indústria estarão em debate entre 7 e 9 de outubro de 2026, durante a 26ª edição do Global Summit do WTTC, em Valletta, Malta. Organizado em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e do Turismo do país, o encontro reunirá executivos, ministros, investidores e representantes dos setores público e privado.
A programação terá como eixos inovação, resiliência, sustentabilidade e expansão de longo prazo. A cúpula também buscará aprofundar a cooperação entre governos e empresas e discutir as prioridades de investimento que deverão orientar o desenvolvimento do turismo mundial nos próximos anos.




