Eliane Sobral
Faz tempo que o papel moeda perdeu protagonismo nas carteiras mundo afora. Aliás, não só nas carteiras. Em tempos de moedas digitais, pagamentos eletrônicos e transações financeira em tempo real, usar dinheiro físico é um habito em desuso. Agora, vários países europeus querem que seus cidadãos tenham alguma reserva em casa, e os motivos não passam por saudosismo das notas bem desenhadas.
É que em anos recentes, cresceu, e muito, o número de atentados contra alvos considerados estratégicos – como redes de abastecimento de água, energia e internet. Em abril do ano passado, por exemplo, boa parte da França, Espanha, Portugal e Itália ficou por horas às escuras depois que um apagão derrubou a transmissão de energia. Mais de 50 milhões de pessoas ficaram sem luz e sem acesso a meios de pagamento.
Oficialmente, os governos locais disseram que o problema foi em uma torre de transmissão unificada que abastece os quatro países. O problema é que esses “incidentes” têm acontecido com mais frequência e, mais de uma vez, foi identificada a ação de hackers.
Agora, o próprio Banco Central Europeu recomendou que se guarde papel moeda suficiente para 72 horas de apagão. Algo entre 70 e 100 euros por adulto. Não mais que isso, para não gerar outro problema: assaltos.
Troco
A Suécia foi ainda mais longe e aprovou uma lei que obriga farmácias, supermercados e outros comércios de bens considerados essenciais a aceitarem cédulas e moedas como pagamento. Por outro lado, os bancos foram obrigados a aumentarem a disponibilidade de caixas eletrônicos para facilitar o troco para o comércio.
Além dos frequentes atos de terrorismo cibernético, alguns países europeus também estão se preparando para eventos climáticos extremos que, além de serem também cada vez mais frequentes, têm o mesmo poder de interromper o conectado modo de vida atual nos quatro cantos do mundo.




